Brasília - Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 devem ser divulgados nos dias 3 ou 4 de janeiro de 2014 (sexta ou sábado), segundo o Ministério da Educação (MEC). Na segunda-feira (6), começam as inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para as vagas do primeiro semestre de 2014.
A pasta divulgou hoje (30) o cronograma do Sisu e confirmou a divulgação do resultado do Enem. Para concorrer a uma vaga em instituição pública de ensino superior pelo Sisu, é preciso ter feito a última edição do Enem e não ter zerado a redação. O número de vagas será divulgado na abertura do processo de inscrição.
Em 2013, cerca de 5 milhões de estudantes fizeram o Enem. O exame é pré-requisito também para a participação em outros programas. Veja abaixo:
*Com informações do Portal EBC
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Mais Médicos, pesquisas, vacinas, novos tratamentos: 2013 foi de avanço na saúde
Projetos ousados se contrapõem à timidez de programas de combate a aids e outras doenças sexualmente transmissíveis
Os avanços na saúde em 2013 podem ser vistos nos resultados promissores de pesquisas em andamento para a obtenção de novas drogas, personalizadas, com alvos específicos, baseados em alterações genéticas do paciente, como no tratamento do câncer, ou aquelas em telemedicina, com a qual as telecomunicações e outras tecnologias vão permitir, por exemplo, capacitação e atualização permanentes de equipes de saúde da família das regiões mais afastadas por meio da conexão com grandes centros universitários de referência.
Avançaram também estudos para a obtenção de imagens mais precisas do cérebro, de técnicas cirúrgicas minimamente invasivas e em nanomedicina, que se utiliza de estruturas que, de tão minúsculas, poderão levar medicamentos diretamente à região do órgão doente. Isso tudo sem contar os testes com próteses e exoesqueletos, como os que o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis está desenvolvendo em seus laboratórios no Brasil e nos Estados Unidos. Por causa de seus estudos pioneiros, um jovem paraplégico deverá dar o pontapé inicial no jogo de abertura da Copa do Mundo de 2014 usando um desses aparatos.
Mais Médicos
Os resultados positivos vão além dos laboratórios e incluem políticas para o setor. Segundo especialistas, o programa federal Mais Médicos é o principal deles. Lançado em julho com o objetivo principal de suprir a falta desses profissionais nos municípios do interior do país e nas periferias das grandes cidades com a contratação de 15 mil médicos, brasileiros e estrangeiros, foi duramente criticado pelo Conselho Federal de Medicina, Federação Nacional dos Médicos e Associação Médica Brasileira. Uma decisão política ousada, uma ação que vai além da presença do médico, dos recursos humanos, e passa pela estruturação de investimentos na atenção básica, com melhoria das unidades de atendimento. É um forte estímulo para o setor, avalia José Noronha, pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), vinculado à Fiocruz e diretor do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes).
Câncer
Em maio, a atriz Angelina Jolie anunciou a dupla mastectomia profilática. "Mais do que reduzir em perto de 80% as chances de ter câncer de mama, a atriz protagonizou um papel educativo formidável, aumentando o debate e a circulação de informações sobre o tema", avalia o oncocirurgião Ademar Lopes, vice-presidente do Hospital A.C. Camargo, de São Paulo. A decisão da atriz, conforme ressalta o especialista, só foi possível graças a avanços nas técnicas cirúrgicas, cada vez menos mutiladoras, e ao conhecimento dos genes envolvidos nos tumores. "Por meio de exames genéticos específicos, ela soube que tinha risco aumentado para o tumor mamário e ovariano."
Há exatos 60 anos, os cientistas Francis Crick e James Watson revolucionaram a ciência ao descreverem a estrutura do ácido desoxirribonucleico (DNA, da sigla em inglês). É graças à descoberta que foi possível o sequenciamento do genoma humano e o consequente conhecimento dos genes envolvidos no surgimento das doenças, inclusive o câncer. Entretanto, todo esse avanço - que não ocorre do dia pra noite - ainda não está ao alcance de todos. O diagnóstico é tardio em muitos casos e o tratamento também demora a começar, reduzindo as chances de cura. Em maio, foi aprovada lei que dá 60 dias para o SUS começar a tratar pessoas diagnosticadas com câncer. "Isso é muito positivo, mas sabemos que o país não está estruturado para garantir o cumprimento da lei", diz Lopes.
Aids
Anunciado em 1º de dezembro, o novo Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV tem como destaque a distribuição gratuita de antirretrovirais a todos os adultos soropositivos, mesmo aqueles que ainda não têm comprometimento do sistema imunológico. "A medida, pioneira em todo o mundo, tem impacto na saúde individual ao melhorar a qualidade de vida da pessoa infectada pelo HIV, e coletivo, ao reduzir as chances de transmissão do vírus por diminuir a carga viral e a sua propagação", diz o farmacêutico Ronald Ferreira dos Santos.
Presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar) e coordenador do Movimento Saúde + 10, ele destaca ainda a retomada do protagonismo social na militância do movimento por ele coordenado, que conseguiu quase 2 milhões de assinaturas em todo o país para um projeto de lei de iniciativa popular que, se aprovado no Congresso, obriga a União a investir 10% das receitas correntes brutas na saúde pública.
Fim da epidemia?
"A melhor notícia do ano é a confirmação de que a epidemia de aids pode, sim, ser controlada e a infecção e mortes pela doença podem chegar a escalas jamais imaginadas", diz Mário Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da USP, integrante da Associação de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco) e pesquisador em epidemiologia da aids.
Em todo o mundo avançam os testes com vacinas e drogas menos tóxicas, de efeito prolongado, mesmo em dosagens menores e houve incorporação de novas abordagens, como a profilaxia pós-exposição (PEP) - forma de prevenção da infecção com medicamentos para pessoas que possam ter entrado em contato com o vírus. Para Scheffer, é uma cesta de novidades que, se bem coordenadas, permitirão avanço considerável.
No entanto, segundo o professor, há um abismo entre as boas notícias científicas em aids e a execução das políticas, permitindo retrocessos que colocam em risco as conquistas do país no enfrentamento à doença. Desde 2006, as taxas de mortalidade voltaram a crescer em alguns segmentos, ficando próximas às do período anterior ao advento do coquetel. Há mais de 10 anos o Brasil está estacionado. O diagnóstico é tardio. Temos hoje o ressurgimento da epidemia em alguns grupos, como homossexuais do centro da cidade de São Paulo, onde um em cada seis está infectado - quadro pior que em muitos países africanos. Sem contar a censura nas campanhas. Por pressões de lideranças religiosas, o país retrocede na abordagem preventiva, faltam campanhas para gays, os testes não chegam onde o HIV está. Nunca tivemos tantas ferramentas e a falta de condições de implementá-las", diz."O Brasil seria capaz de lidar com isso mas não temos acompanhado as novidades."
Vetos ao Ato Médico
Em julho, a presidenta Dilma Rousseff vetou parcialmente a Lei 12.842, mais conhecida como Ato Médico. A legislação, que regulamenta o exercício da carreira médica no Brasil, causou polêmicas por restringir aos médicos prerrogativas que eram compartilhadas por outros profissionais de saúde, como a prescrição e acompanhamento do uso de próteses, calçados ortopédicos, andadores e próteses auditivas, por exemplo. Além desse dispositivo, Dilma vetou também aquele que dava exclusividade aos médicos na direção e chefia de serviços médicos, que tem sentido mais amplo. Com os vetos, podem ser compartilhadas pelos profissionais da área da saúde, além dos médicos, o atendimento a pessoas sob risco de morte iminente; a realização de exames citopatológicos e emissão de seus laudos; a coleta de material biológico para análises laboratoriais e os procedimentos feitos através de orifícios naturais, desde que não comprometam a estrutura celular."Ficam asseguradas ações e diretrizes clínicas do Sistema Único de Saúde (SUS) e protocolos consagrados em toda a rede de saúde", disse Ronald Ferreira dos Santos, da Fenafar.
Segurança do paciente
Lançado em abril pelo Ministério da Saúde em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Fiocruz, o Programa Nacional de Segurança do Paciente reúne protocolos básicos de segurança, entre eles sobre a identificação da pessoa atendida nos serviços de atendimento ou internada; a segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos; para a cirurgia segura; prática de higiene das mãos em serviços de saúde; e a prevenção de quedas dentro dos hospitais, muito comuns. Na saúde há muitas falhas que a mídia encobre ou tende a apontar culpados de um problema que é sistêmico. E o programa vai atuar justamente nas falhas que tornam o serviço de saúde inseguro, diz José Noronha, da Fiocruz.
HPV
No mês passado, o Ministério da Saúde publicou portaria sobre a oferta da vacina quadrivalente contra o vírus HPV pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2014, meninas dos 11 aos 13 anos vão receber as duas primeiras doses do imunizante. A terceira dose será aplicada cinco anos depois. E a partir de 2015, a vacinação vai abranger também pré-adolescentes de nove a 11 anos. Principal causa do câncer de colo do útero, o papilomavirus humano (HPV) se divide em mais de 100 tipos diferentes, dos quais 13 podem provocar tumores e outras complicações. Esta vacina protege contra quatro tipos do HPV: 6, 11, 16, 18.
" Há resultados positivos nos testes da vacina nonavalente, contra os tipos 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58, que amplia a proteção contra as doenças causadas por essa família de vírus ", explica o médico Mauro Romero Leal Passos, professor associado e chefe do setor de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) da Universidade Federal Fluminense (UFF).
No entanto, segundo Passos, nem tudo é avanço quando o assunto é DST. Os casos de gonorreia, por exemplo, tiveram aumento no mundo todo." Para piorar, a bactéria causadora é cada vez mais resistente aos novos antibióticos. "Para o médico, a negligência é geral. A mídia não toca no assunto, os governos não investem na prevenção, no diagnóstico e tratamento, que geralmente são tardios, inadequados. O resultado pode ser o recrudescimento dessas doenças medievais que voltam a preocupar.
Alzheimer
Cientistas brasileiros de diversos centros de pesquisa, entre eles a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), descobriram neste ano que o uso de um medicamento usado no tratamento do diabetes, a liraglutida, poderá, no futuro, prevenir o mal de Alzheimer. Isso porque a degeneração cerebral que desencadeia a doença está associada a problemas na ação da insulina no cérebro. As pesquisas partiram da constatação de que as pessoas com diabete tipo 2 apresentam risco aumentado para desenvolver o Alzheimer. O estudo foi publicado no começo deste mês na revista científica Cell Metabolism.
Células-tronco
Professor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias, na mesma universidade, Stevens Rehen diz que há diversos estudos promissores sendo realizados em laboratórios de todo o mundo. Um deles, divulgado em maio na revista Nature por cientistas da Universidade de Yokohama, no Japão, recriou, em laboratório, um órgão vascularizado, com as propriedades de um fígado, a partir de células-tronco reprogramadas, extraídas da pelé.
Os roedores que tiveram o órgão implantado sobreviveram mais que os demais, sem o implante. Embora cedo para saber se a técnica funcionará em humanos, o resultado abre a possibilidade de novas perspectivas para pacientes que aguardam um transplante do órgão. Em outro estudo, cientistas europeus conseguiram desenvolver" minicérebros " a partir de células-tronco reprogramadas. Com isso será possível, no futuro, estudar mais profundamente o desenvolvimento de doenças cerebrais. Há também diversos estudos clínicos sendo realizados. Entre eles, um na Universidade Federal de São Paulo, coordenado pela Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos. O objetivo é testar a segurança - e não ainda a eficácia - de células-tronco embrionárias no tratamento da degeneração macular, maior causa de cegueira entre as pessoas idosas.
Autismo
Conhecidas como probióticos, as bactérias benéficas que colonizam o estômago humano têm tudo para ser utilizadas em novas drogas para aliviar os sintomas de alguns espectros do autismo. É o que indicaram testes com ratos em laboratórios do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos. Os pesquisadores partiram do conhecimento de que muitos autistas têm problemas intestinais e que essas bactérias podem influenciar o comportamento emocional e social
Os avanços na saúde em 2013 podem ser vistos nos resultados promissores de pesquisas em andamento para a obtenção de novas drogas, personalizadas, com alvos específicos, baseados em alterações genéticas do paciente, como no tratamento do câncer, ou aquelas em telemedicina, com a qual as telecomunicações e outras tecnologias vão permitir, por exemplo, capacitação e atualização permanentes de equipes de saúde da família das regiões mais afastadas por meio da conexão com grandes centros universitários de referência.
Avançaram também estudos para a obtenção de imagens mais precisas do cérebro, de técnicas cirúrgicas minimamente invasivas e em nanomedicina, que se utiliza de estruturas que, de tão minúsculas, poderão levar medicamentos diretamente à região do órgão doente. Isso tudo sem contar os testes com próteses e exoesqueletos, como os que o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis está desenvolvendo em seus laboratórios no Brasil e nos Estados Unidos. Por causa de seus estudos pioneiros, um jovem paraplégico deverá dar o pontapé inicial no jogo de abertura da Copa do Mundo de 2014 usando um desses aparatos.
Mais Médicos
Os resultados positivos vão além dos laboratórios e incluem políticas para o setor. Segundo especialistas, o programa federal Mais Médicos é o principal deles. Lançado em julho com o objetivo principal de suprir a falta desses profissionais nos municípios do interior do país e nas periferias das grandes cidades com a contratação de 15 mil médicos, brasileiros e estrangeiros, foi duramente criticado pelo Conselho Federal de Medicina, Federação Nacional dos Médicos e Associação Médica Brasileira. Uma decisão política ousada, uma ação que vai além da presença do médico, dos recursos humanos, e passa pela estruturação de investimentos na atenção básica, com melhoria das unidades de atendimento. É um forte estímulo para o setor, avalia José Noronha, pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), vinculado à Fiocruz e diretor do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes).
Câncer
Em maio, a atriz Angelina Jolie anunciou a dupla mastectomia profilática. "Mais do que reduzir em perto de 80% as chances de ter câncer de mama, a atriz protagonizou um papel educativo formidável, aumentando o debate e a circulação de informações sobre o tema", avalia o oncocirurgião Ademar Lopes, vice-presidente do Hospital A.C. Camargo, de São Paulo. A decisão da atriz, conforme ressalta o especialista, só foi possível graças a avanços nas técnicas cirúrgicas, cada vez menos mutiladoras, e ao conhecimento dos genes envolvidos nos tumores. "Por meio de exames genéticos específicos, ela soube que tinha risco aumentado para o tumor mamário e ovariano."
Há exatos 60 anos, os cientistas Francis Crick e James Watson revolucionaram a ciência ao descreverem a estrutura do ácido desoxirribonucleico (DNA, da sigla em inglês). É graças à descoberta que foi possível o sequenciamento do genoma humano e o consequente conhecimento dos genes envolvidos no surgimento das doenças, inclusive o câncer. Entretanto, todo esse avanço - que não ocorre do dia pra noite - ainda não está ao alcance de todos. O diagnóstico é tardio em muitos casos e o tratamento também demora a começar, reduzindo as chances de cura. Em maio, foi aprovada lei que dá 60 dias para o SUS começar a tratar pessoas diagnosticadas com câncer. "Isso é muito positivo, mas sabemos que o país não está estruturado para garantir o cumprimento da lei", diz Lopes.
Aids
Anunciado em 1º de dezembro, o novo Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV tem como destaque a distribuição gratuita de antirretrovirais a todos os adultos soropositivos, mesmo aqueles que ainda não têm comprometimento do sistema imunológico. "A medida, pioneira em todo o mundo, tem impacto na saúde individual ao melhorar a qualidade de vida da pessoa infectada pelo HIV, e coletivo, ao reduzir as chances de transmissão do vírus por diminuir a carga viral e a sua propagação", diz o farmacêutico Ronald Ferreira dos Santos.
Presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar) e coordenador do Movimento Saúde + 10, ele destaca ainda a retomada do protagonismo social na militância do movimento por ele coordenado, que conseguiu quase 2 milhões de assinaturas em todo o país para um projeto de lei de iniciativa popular que, se aprovado no Congresso, obriga a União a investir 10% das receitas correntes brutas na saúde pública.
Fim da epidemia?
"A melhor notícia do ano é a confirmação de que a epidemia de aids pode, sim, ser controlada e a infecção e mortes pela doença podem chegar a escalas jamais imaginadas", diz Mário Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da USP, integrante da Associação de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco) e pesquisador em epidemiologia da aids.
Em todo o mundo avançam os testes com vacinas e drogas menos tóxicas, de efeito prolongado, mesmo em dosagens menores e houve incorporação de novas abordagens, como a profilaxia pós-exposição (PEP) - forma de prevenção da infecção com medicamentos para pessoas que possam ter entrado em contato com o vírus. Para Scheffer, é uma cesta de novidades que, se bem coordenadas, permitirão avanço considerável.
No entanto, segundo o professor, há um abismo entre as boas notícias científicas em aids e a execução das políticas, permitindo retrocessos que colocam em risco as conquistas do país no enfrentamento à doença. Desde 2006, as taxas de mortalidade voltaram a crescer em alguns segmentos, ficando próximas às do período anterior ao advento do coquetel. Há mais de 10 anos o Brasil está estacionado. O diagnóstico é tardio. Temos hoje o ressurgimento da epidemia em alguns grupos, como homossexuais do centro da cidade de São Paulo, onde um em cada seis está infectado - quadro pior que em muitos países africanos. Sem contar a censura nas campanhas. Por pressões de lideranças religiosas, o país retrocede na abordagem preventiva, faltam campanhas para gays, os testes não chegam onde o HIV está. Nunca tivemos tantas ferramentas e a falta de condições de implementá-las", diz."O Brasil seria capaz de lidar com isso mas não temos acompanhado as novidades."
Vetos ao Ato Médico
Em julho, a presidenta Dilma Rousseff vetou parcialmente a Lei 12.842, mais conhecida como Ato Médico. A legislação, que regulamenta o exercício da carreira médica no Brasil, causou polêmicas por restringir aos médicos prerrogativas que eram compartilhadas por outros profissionais de saúde, como a prescrição e acompanhamento do uso de próteses, calçados ortopédicos, andadores e próteses auditivas, por exemplo. Além desse dispositivo, Dilma vetou também aquele que dava exclusividade aos médicos na direção e chefia de serviços médicos, que tem sentido mais amplo. Com os vetos, podem ser compartilhadas pelos profissionais da área da saúde, além dos médicos, o atendimento a pessoas sob risco de morte iminente; a realização de exames citopatológicos e emissão de seus laudos; a coleta de material biológico para análises laboratoriais e os procedimentos feitos através de orifícios naturais, desde que não comprometam a estrutura celular."Ficam asseguradas ações e diretrizes clínicas do Sistema Único de Saúde (SUS) e protocolos consagrados em toda a rede de saúde", disse Ronald Ferreira dos Santos, da Fenafar.
Segurança do paciente
Lançado em abril pelo Ministério da Saúde em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Fiocruz, o Programa Nacional de Segurança do Paciente reúne protocolos básicos de segurança, entre eles sobre a identificação da pessoa atendida nos serviços de atendimento ou internada; a segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos; para a cirurgia segura; prática de higiene das mãos em serviços de saúde; e a prevenção de quedas dentro dos hospitais, muito comuns. Na saúde há muitas falhas que a mídia encobre ou tende a apontar culpados de um problema que é sistêmico. E o programa vai atuar justamente nas falhas que tornam o serviço de saúde inseguro, diz José Noronha, da Fiocruz.
HPV
No mês passado, o Ministério da Saúde publicou portaria sobre a oferta da vacina quadrivalente contra o vírus HPV pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2014, meninas dos 11 aos 13 anos vão receber as duas primeiras doses do imunizante. A terceira dose será aplicada cinco anos depois. E a partir de 2015, a vacinação vai abranger também pré-adolescentes de nove a 11 anos. Principal causa do câncer de colo do útero, o papilomavirus humano (HPV) se divide em mais de 100 tipos diferentes, dos quais 13 podem provocar tumores e outras complicações. Esta vacina protege contra quatro tipos do HPV: 6, 11, 16, 18.
" Há resultados positivos nos testes da vacina nonavalente, contra os tipos 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58, que amplia a proteção contra as doenças causadas por essa família de vírus ", explica o médico Mauro Romero Leal Passos, professor associado e chefe do setor de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) da Universidade Federal Fluminense (UFF).
No entanto, segundo Passos, nem tudo é avanço quando o assunto é DST. Os casos de gonorreia, por exemplo, tiveram aumento no mundo todo." Para piorar, a bactéria causadora é cada vez mais resistente aos novos antibióticos. "Para o médico, a negligência é geral. A mídia não toca no assunto, os governos não investem na prevenção, no diagnóstico e tratamento, que geralmente são tardios, inadequados. O resultado pode ser o recrudescimento dessas doenças medievais que voltam a preocupar.
Alzheimer
Cientistas brasileiros de diversos centros de pesquisa, entre eles a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), descobriram neste ano que o uso de um medicamento usado no tratamento do diabetes, a liraglutida, poderá, no futuro, prevenir o mal de Alzheimer. Isso porque a degeneração cerebral que desencadeia a doença está associada a problemas na ação da insulina no cérebro. As pesquisas partiram da constatação de que as pessoas com diabete tipo 2 apresentam risco aumentado para desenvolver o Alzheimer. O estudo foi publicado no começo deste mês na revista científica Cell Metabolism.
Células-tronco
Professor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias, na mesma universidade, Stevens Rehen diz que há diversos estudos promissores sendo realizados em laboratórios de todo o mundo. Um deles, divulgado em maio na revista Nature por cientistas da Universidade de Yokohama, no Japão, recriou, em laboratório, um órgão vascularizado, com as propriedades de um fígado, a partir de células-tronco reprogramadas, extraídas da pelé.
Os roedores que tiveram o órgão implantado sobreviveram mais que os demais, sem o implante. Embora cedo para saber se a técnica funcionará em humanos, o resultado abre a possibilidade de novas perspectivas para pacientes que aguardam um transplante do órgão. Em outro estudo, cientistas europeus conseguiram desenvolver" minicérebros " a partir de células-tronco reprogramadas. Com isso será possível, no futuro, estudar mais profundamente o desenvolvimento de doenças cerebrais. Há também diversos estudos clínicos sendo realizados. Entre eles, um na Universidade Federal de São Paulo, coordenado pela Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos. O objetivo é testar a segurança - e não ainda a eficácia - de células-tronco embrionárias no tratamento da degeneração macular, maior causa de cegueira entre as pessoas idosas.
Autismo
Conhecidas como probióticos, as bactérias benéficas que colonizam o estômago humano têm tudo para ser utilizadas em novas drogas para aliviar os sintomas de alguns espectros do autismo. É o que indicaram testes com ratos em laboratórios do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos. Os pesquisadores partiram do conhecimento de que muitos autistas têm problemas intestinais e que essas bactérias podem influenciar o comportamento emocional e social
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Eleições 2014: Eleitores de Cuiabá poderão exercer o voto em trânsito
Cuiabá será o único município de Mato Grosso contemplado com o voto em trânsito. Desta forma, os eleitores da capital mato-grossense que no dia da Eleição geral de 2014, estiverem fora de seu domicílio eleitoral, poderão votar em outro Estado.
O voto em trânsito garante ao eleitor cadastrado em um Estado, votar, no dia do pleito eleitoral, em outro Estado, apenas, para os cargos de presidente e vice-presidente.
Para ser contemplado com o voto em trânsito, o município deve possuir o percentual mínimo de 200 mil eleitores, e em todo o país, se enquadram neste perfil, 85 municípios brasileiros, dentre eles, Cuiabá, que atualmente possui quase 400 mil eleitores.
Em Mato Grosso, os municípios que possuem o maior número de eleitores, após Cuiabá são: Várzea Grande, com pouco mais de 175 mil e Rondonópolis, que possui quase 148 mil eleitores.
Para ter direito ao benefício, o eleitor deve requerê-lo em seu domicílio eleitoral no período de 15 de julho a 21 de agosto de 2014, indicando o local em que pretende votar e apresentando documento oficial com foto. Só será habilitado, o eleitor que estiver quite com a Justiça Eleitoral.
Se cadastrado para o voto em trânsito, o eleitor ficará apto a votar no Estado em que estiver em trânsito no dia da eleição, exercendo o voto na seção eleitoral instalada para este fim. Ao ser habilitado, o eleitor fica desabilitado para votar em sua seção eleitoral de origem.
Caso o eleitor desista ou altere o roteiro da viagem, poderá requerer o cancelamento ou alteração do benefício para outro Estado. Neste caso, o requerimento deverá ser realizado dentro do prazo previsto para o pedido do voto em trânsito, ou seja, de 15 de julho a 21 de agosto de 2014.
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso irá definir no próximo ano, qual dentre as cinco zonas de Cuiabá, será responsável para receber e processar os requerimentos de “voto em trânsito”, bem como pela instalação da seção eleitoral específica. A relação das “mesas receptoras de voto em trânsito” deverá ser publicada até 5 de setembro de 2014, no Diário da Justiça Eletrônico.
O voto em trânsito passou a vigorar por meio da Lei nº 12.034/2009 que acrescentou o Artigo 233-A ao Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965), com a seguinte redação: “Aos eleitores em trânsito no território nacional é igualmente assegurado o direito do voto nas eleições para Presidente e Vice-Presidente da República, em urnas especialmente instaladas nas capitais dos Estados e na forma regulamentada pelo Tribunal Superior Eleitoral.”.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Tucanos perderam o faro para 2014
Começou mal a tentativa de Aécio Neves dizer o que quer em 2014. O elogio mais caloroso que Aécio sofreu dentro de seu Partido é o de que lhe falta pegada
Começou mal, muito mal mesmo a tentativa de Aécio Neves dizer o que quer em 2014. Depois de anunciar com antecedência que lançaria seu programa e daria uma lição no atual governo, o virtual candidato fez um ato, ou melhor, um “happening”, dentro do Congresso Nacional (dia 17), que não conseguiu mobilizar nem os tucanos mais conhecidos. A desculpa oficial arranjada para as ausências é a de que era preciso deixar Aécio sozinho para “brilhar”.
Resultado: ele sequer foi capaz de confirmar se é candidato. Os 12 pontos, que devem ter sido inspirados na lenda dos 12 trabalhos de Hércules, são apenas um rascunho mal acabado do que pode vir a ser, quem sabe um dia, algo que se pareça com um programa de governo.
O evento não agradou ninguém, nem mesmo os aliados mais próximos. Foi tão ruim que talvez nem se possa dizer que esse pontapé inicial começou mal.
Simplesmente, nem começou. O pontapé inicial foi uma furada.
O elogio mais caloroso que Aécio sofreu dentro de seu Partido é o de que ainda lhe “falta pegada”, um eufemismo para a sensação disseminada entre os tucanos de que eles têm, diante de si, uma pesada mala sem alça para carregar no ano que vem. Embora o senador mineiro seja a bola da vez, o problema não é isolado. O faro dos tucanos parece que anda prejudicado ultimamente, pelo menos, para gerar notícias positivas.
As manchetes da velha mídia foram todas frustradas. Aécio perdeu feio para o ato em Pernambuco que juntou Dilma e Eduardo Campos. Aécio perdeu até para a notícia de que seu marqueteiro foi afastado.
O rascunho de 12 pontos sem nó esqueceu-se de um detalhe importante em eleições: os trabalhadores. De última hora, alertado por um irritado Paulinho, da Força Sindical, o tucano foi obrigado a incluir algo sobre
Começou mal a tentativa de Aécio Neves dizer o que quer em 2014. O elogio mais caloroso que Aécio sofreu dentro de seu Partido é o de que lhe falta pegada
Resultado: ele sequer foi capaz de confirmar se é candidato. Os 12 pontos, que devem ter sido inspirados na lenda dos 12 trabalhos de Hércules, são apenas um rascunho mal acabado do que pode vir a ser, quem sabe um dia, algo que se pareça com um programa de governo.
O evento não agradou ninguém, nem mesmo os aliados mais próximos. Foi tão ruim que talvez nem se possa dizer que esse pontapé inicial começou mal.
Simplesmente, nem começou. O pontapé inicial foi uma furada.
O elogio mais caloroso que Aécio sofreu dentro de seu Partido é o de que ainda lhe “falta pegada”, um eufemismo para a sensação disseminada entre os tucanos de que eles têm, diante de si, uma pesada mala sem alça para carregar no ano que vem. Embora o senador mineiro seja a bola da vez, o problema não é isolado. O faro dos tucanos parece que anda prejudicado ultimamente, pelo menos, para gerar notícias positivas.
As manchetes da velha mídia foram todas frustradas. Aécio perdeu feio para o ato em Pernambuco que juntou Dilma e Eduardo Campos. Aécio perdeu até para a notícia de que seu marqueteiro foi afastado.
O rascunho de 12 pontos sem nó esqueceu-se de um detalhe importante em eleições: os trabalhadores. De última hora, alertado por um irritado Paulinho, da Força Sindical, o tucano foi obrigado a incluir algo sobre
Começou mal a tentativa de Aécio Neves dizer o que quer em 2014. O elogio mais caloroso que Aécio sofreu dentro de seu Partido é o de que lhe falta pegada
“mercado de trabalho com maiores salários”. Ainda bem que incluíram no meio de um dos tópicos já existentes. Do contrário, redundaria nos “13 pontos de Aécio”.
O virtual candidato usou a expressão “tolerância zero” para falar de combate à inflação. Convenhamos, um ato falho para quem, parado em uma blitz, recusou-se ao teste do bafômetro. De todo modo, o principal ponto desse rascunho de programa não está nem nas linhas, nem nas entrelinhas, mas nos encontros que Aécio tem promovido com o economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central durante o governo FHC, investidor e consultor de grandes investidores e frequentador da Casa das Garças, templo do neoliberalismo no Brasil que reúne sacerdotes do Plano Real e banqueiros. Já está divulgado, a quem interesses tiver, que Fraga seria o ministro da Fazenda caso os tucanos fossem eleitos em 2014.
Para bom entendedor, basta o nome do ministro. O PSDB manteve, durante o governo FHC, o mesmo padrão de governança econômica criado pela ditadura: a de um czar da economia que faz e desfaz, e o presidente assina embaixo. O presidente da República não passa de sua guarda pretoriana, para blindá-lo de pressões políticas. É isso o que o mundo das altas finanças espera de uma gestão econômica. O resto é detalhe. Tudo em nome da responsabilidade fiscal, aquela que, no passado, levava o Brasil a pedir dólares ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e que, mais recentemente, permitiu ao governador Beto Richa (do PSDB do Paraná) quase não ter dinheiro em caixa para pagar o 13º dos funcionários públicos de seu Estado, não fosse um empréstimo recebido do Banco Mundial.
O importante é que agora ficou fácil. Quem quiser detalhes da economia em um eventual governo tucano basta marcar uma conversa com Armínio Fraga.
Vamos conversar?
(*) Cientista político
O virtual candidato usou a expressão “tolerância zero” para falar de combate à inflação. Convenhamos, um ato falho para quem, parado em uma blitz, recusou-se ao teste do bafômetro. De todo modo, o principal ponto desse rascunho de programa não está nem nas linhas, nem nas entrelinhas, mas nos encontros que Aécio tem promovido com o economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central durante o governo FHC, investidor e consultor de grandes investidores e frequentador da Casa das Garças, templo do neoliberalismo no Brasil que reúne sacerdotes do Plano Real e banqueiros. Já está divulgado, a quem interesses tiver, que Fraga seria o ministro da Fazenda caso os tucanos fossem eleitos em 2014.
Para bom entendedor, basta o nome do ministro. O PSDB manteve, durante o governo FHC, o mesmo padrão de governança econômica criado pela ditadura: a de um czar da economia que faz e desfaz, e o presidente assina embaixo. O presidente da República não passa de sua guarda pretoriana, para blindá-lo de pressões políticas. É isso o que o mundo das altas finanças espera de uma gestão econômica. O resto é detalhe. Tudo em nome da responsabilidade fiscal, aquela que, no passado, levava o Brasil a pedir dólares ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e que, mais recentemente, permitiu ao governador Beto Richa (do PSDB do Paraná) quase não ter dinheiro em caixa para pagar o 13º dos funcionários públicos de seu Estado, não fosse um empréstimo recebido do Banco Mundial.
O importante é que agora ficou fácil. Quem quiser detalhes da economia em um eventual governo tucano basta marcar uma conversa com Armínio Fraga.
Vamos conversar?
(*) Cientista político
DESEMPREGO CAI PARA 4,6%, MENOR ÍNDICE DA HISTÓRIA
19 DE DEZEMBRO DE 2013 ÀS 10:18
247 – Uma das principais bandeiras da presidente Dilma Rousseff em sua campanha de reeleição em 2014, o índice de desemprego bateu novo recorde em novembro de 2013. A taxa caiu para 4,6%, atingindo o menor percentual da série história do IBGE, iniciada em 2002, segundo dados divulgados nesta quinta-feira 19.
O tema é frequentemente ressaltado nos discursos da presidente como uma vitória do governo. "O Brasil tem hoje uma das menores taxas de desemprego do mundo", diz Dilma, em suas viagens pelo País. Em abril deste ano, no Rio Grande do Sul, ela chegou a responder sugestões de analistas econômicos que pregavam o desaquecimento do mercado de trabalho.
"Tem muita gente que fica dizendo por aí que nós temos que reduzir o emprego. 'Ah, tem de desempregar'. Tem muita gente falando isso, muita também não é, é pouca, mas faz barulho. Essa gente está equivocada", afirmou Dilma Rousseff, na ocasião. O ano pré-eleitoral da presidente é também melhor do que os de Lula e FHC neste quesito.
Abaixo, reportagem da Agência Brasil:
Taxa de desemprego cai e fecha novembro em 4,6%
Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – A taxa de desemprego no país fechou o mês de novembro em 4,6%. O dado foi divulgado hoje (19) na Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a menor taxa desde dezembro de 2012, que também havia sido de 4,6%. O índice é inferior ao registrado em novembro de 2012. Em outubro deste ano, a taxa havia sido de 5,2%.
"Essa redução da desocupação vem em decorrência do aumento da inatividade. Não houve aumento do número de postos de trabalho. Parte dessa população pode ser de gente que já acertou emprego para dezembro, mas ainda não está atividade. Outra porção pode ser em decorrência de desalento [acha que não vai conseguir trabalho]", disse o gerente de Trabalho e Renda do IBGE, Cimar Azeredo.
O contingente de pessoas desempregadas (1,1 milhão) caiu 10,9% em relação a outubro, mas manteve-se estável na comparação com novembro de 2012. Já o contingente de empregados (23,3 milhões de pessoas) manteve-se estável em ambas comparações.
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,8 milhões) ficou estável em relação a outubro deste ano, mas cresceu 3,1% na comparação com novembro do ano passado.
Entre as categorias profissionais, todas mantiveram praticamente o mesmo número de postos de trabalho de outubro. Na comparação com novembro do ano passado, o comportamento foi semelhante para a maioria das categorias, com exceção da indústria, que teve queda de 3,9% (menos 145 mil postos de trabalho), e dos serviços domésticos, com redução de 12,2% (menos 186 mil postos).
247 – Uma das principais bandeiras da presidente Dilma Rousseff em sua campanha de reeleição em 2014, o índice de desemprego bateu novo recorde em novembro de 2013. A taxa caiu para 4,6%, atingindo o menor percentual da série história do IBGE, iniciada em 2002, segundo dados divulgados nesta quinta-feira 19.
O tema é frequentemente ressaltado nos discursos da presidente como uma vitória do governo. "O Brasil tem hoje uma das menores taxas de desemprego do mundo", diz Dilma, em suas viagens pelo País. Em abril deste ano, no Rio Grande do Sul, ela chegou a responder sugestões de analistas econômicos que pregavam o desaquecimento do mercado de trabalho.
"Tem muita gente que fica dizendo por aí que nós temos que reduzir o emprego. 'Ah, tem de desempregar'. Tem muita gente falando isso, muita também não é, é pouca, mas faz barulho. Essa gente está equivocada", afirmou Dilma Rousseff, na ocasião. O ano pré-eleitoral da presidente é também melhor do que os de Lula e FHC neste quesito.
Abaixo, reportagem da Agência Brasil:
Taxa de desemprego cai e fecha novembro em 4,6%
Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – A taxa de desemprego no país fechou o mês de novembro em 4,6%. O dado foi divulgado hoje (19) na Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a menor taxa desde dezembro de 2012, que também havia sido de 4,6%. O índice é inferior ao registrado em novembro de 2012. Em outubro deste ano, a taxa havia sido de 5,2%.
"Essa redução da desocupação vem em decorrência do aumento da inatividade. Não houve aumento do número de postos de trabalho. Parte dessa população pode ser de gente que já acertou emprego para dezembro, mas ainda não está atividade. Outra porção pode ser em decorrência de desalento [acha que não vai conseguir trabalho]", disse o gerente de Trabalho e Renda do IBGE, Cimar Azeredo.
O contingente de pessoas desempregadas (1,1 milhão) caiu 10,9% em relação a outubro, mas manteve-se estável na comparação com novembro de 2012. Já o contingente de empregados (23,3 milhões de pessoas) manteve-se estável em ambas comparações.
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,8 milhões) ficou estável em relação a outubro deste ano, mas cresceu 3,1% na comparação com novembro do ano passado.
Entre as categorias profissionais, todas mantiveram praticamente o mesmo número de postos de trabalho de outubro. Na comparação com novembro do ano passado, o comportamento foi semelhante para a maioria das categorias, com exceção da indústria, que teve queda de 3,9% (menos 145 mil postos de trabalho), e dos serviços domésticos, com redução de 12,2% (menos 186 mil postos).
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Uma década vencendo a fome
Por Luiz Inácio Lula da Silva
O Brasil comemorou recentemente o 10 º aniversário do Bolsa Família, um modelo para muitos programas recentes de distribuição de renda ao redor do mundo.
Por meio do Bolsa Família, 14 milhões de famílias, ou 50 milhões de pessoas – um quarto da população do Brasil – recebem uma renda mensal desde que mantenham as crianças na escola e que dêem a elas assistência médica, incluindo todas as vacinações regulares. Mais de 90% dos pagamentos são feitos para as mães.
Nesses dez anos desde o início do programa, aproveitamento escolar das crianças melhorou, as taxas de mortalidade infantil caíram e 36 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza.
Os números são eloquentes, mas não bastam para expressar a transformação na vida de cada um.
Não existe estatística para medir a dignidade – e é disso que se trata quando a mãe e o pai podem oferecer aos filhos três refeições por dia. Não há nos orçamentos uma rubrica chamada esperança – e é disso que se trata quando os pais veem as crianças frequentar a escola para ter um futuro melhor.
Por ter proporcionado essa mudança na vida das pessoas, o Bolsa Família está mudando o curso da História em meu país; as Nações Unidas o consideram o maior programa de distribuição de renda do mundo. Muitos governos têm adotado a transferência de renda no combate à fome. Por isso é importante compreender as razões do êxito do Brasil e os obstáculos que ele enfrentou para colocar o Bolsa Família em prática.
Como em tantos países da América Latina, da África e da Ásia, durante muito tempo o Brasil foi governado só para uma pequena minoria de seus habitantes, a elite. A maioria dos brasileiros era virtualmente invisível, vivendo em uma não-pátria, que desconhecia seus direitos e lhes negava oportunidades.
Nós começamos a mudar esta isso implementando um conjunto de políticas sociais combinado com a valorização do salário mínimo e a expansão ao crédito bancário. Isso dinamizou uma economia que criou 20 milhões de empregos formais nos últimos 10 anos, finalmente integrando a maioria da população ao processo econômico e social.
O Bolsa Família ajudou a provar que sim, é possível acabar com a fome quando os governos têm vontade política para colocam os pobres no centro de suas ações. Muitos achavam utópico esse objetivo. Talvez não compreendessem que isso era absolutamente necessário para colocar o país na rota do desenvolvimento.
Alguns diziam, de boa fé, que para combater a fome o correto seria entregar alimentos às famílias, e não dinheiro. Mas não basta receber alimentos para matar a fome. É preciso ter a geladeira para conservá-los, o fogão e o gás para cozinhar. E as pessoas precisam se vestir, cuidar da higiene pessoal e da limpeza da casa. As famílias não precisam do governo para dizer a elas o que elas devem fazer com o dinheiro. Elas sabem quais são suas prioridades.
Ainda hoje, certas reações ao Bolsa Família mostram que é mais difícil vencer o preconceito do que a fome. A mais cruel dessas manifestações foi acusar o programa de estimular a preguiça. Isso significa dizer que a pessoa é pobre por indolência, e não porque nunca teve uma chance real. Significa transferir, para o pobre, a responsabilidade por um abismo social que só favorece os ricos.
Na verdade, mais de 70% dos adultos inscritos no Bolsa Família trabalham regularmente, e complementam a renda com o dinheiro do programa. O Bolsa Família constitui o apoio indispensável para começar a romper o ciclo da pobreza de pai para filho.
Críticos comparavam a transferência de renda a uma simples esmola, nada além de caridade. Só quem nunca viu uma criança desnutrida, e a angústia da mãe diante do prato vazio, pode pensar dessa forma. Para a mãe que o recebe, o dinheiro que alimenta os filhos não é caridade: é um direito de cidadania, do qual ela não vai abrir mão.
Um efeito de longo prazo do Bolsa Família é que ele dá poder a quem é pobre: eleitores que têm uma renda básica garantida não precisam mais pedir favores. Eles não precisam trocar seus votos por comida ou por um par de sapatos, como era comum nas regiões mais pobres do Brasil. Ele se torna mais livre, o que, para alguns, não é conveniente.
Há, por fim, os críticos que acusam o programa de elevar o gasto público. São os mesmos que dizem que cortar salários e destruir empregos é bom para a economia. Mas dinheiro público aplicado em gente, em saúde e educação não é gasto: é investimento. E o investimento no Bolsa Família está na raiz do crescimento do Brasil.
Cada 1 real – cerca de US$ 0,44 – investido no programa agrega 1,78 real ao PIB, de acordo estimativas do governo brasileiro. O Bolsa Família movimenta o comércio e a produção dos bens consumidos pelas famílias. Muito dinheiro, nas mãos de poucos, serve apenas para alimentar a especulação financeira e concentrar riqueza e renda. O Bolsa Família mostrou que um pouco de dinheiro, nas mãos de muitos, serve para alimentar pessoas, impulsionar o consumo e a produção, atrair investimentos e gerar empregos.
O orçamento do Bolsa Família para este ano é de 24 bilhões de reais, cerca de US$ 10 bilhões, o que é menos de 0,5% do PIB brasileiro. Desde 2008, Estados Unidos e União Europeia já gastaram US$ 10 trilhões para salvar bancos em crise. Apenas uma fração desse dinheiro investida em programas como Bolsa Família poderia acabar com a fome no mundo e lançar a economia global numa nova era de prosperidade.
Felizmente, cada vez mais países estão escolhendo o combate à pobreza como caminho para o desenvolvimento. Já é tempo de os organismos multilaterais estimularem isso promovendo a troca de conhecimento e o estudo das boas experiências de transferência de renda ao redor do mundo. Seria um grande impulso para a vencermos a fome em todo o mundo.
Luiz Inácio Lula da Silva é ex-presidente do Brasil e agora trabalha em iniciativas globais no Instituto Lula e pode ser acompanhado no facebook.com/lula.
Contag denuncia manobra de ruralistas do MS para financiar a luta armada
A Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura (Contag) divulgou nota de repúdio nesta quarta-feira (11) à atitude dos latifundiários do Mato Grosso do Sul em realizar leilões para levantar fundos e com isso financiar grupos armados para agirem como seguranças de suas propriedades, o que certamente fere a Constituição Federal e aos direitos humanos. A CTB está e estará sempre ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil no campo e na cidade e reforça a luta por uma reforma agrária que contemple todos os direitos dos trabalhadores rurais e o respeito aos povos indígenas.
A nota da Contag ressalta que os latifundiários têm “apoio explícito de parlamentares que violam o decoro parlamentar, apoiando iniciativas violentas e ilegais” com objetivo de atacar povos indígenas que lutam pelo direito à demarcação de suas terras.
Essa atitude dos fazendeiros sulmatogrossenses poderá aumentar ainda mais o número já grande de mortes violentas no meio rural brasileiro. Por isso, A CTB soma sua voz ao coro da Contag para denunciar mais essa manobra dos ruralistas que ainda pensam estar no século 19. Todo apoio aos trabalhadores e trabalhadoras rurais que se organizam para exigir seus direitos, assim como aos povos indígenas em defesa da demarcação de suas terras.
Portal CTB
Leia a íntegra da nota de repúdio da Contag:
Contag repudia proposta de ruralistas de realizar leilão para financiar segurança privada
A Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura (Contag) manifesta seu mais veemente repúdio às declarações públicas dos ruralistas do estado do Mato Grosso do Sul que, em frontal desrespeito ao estado democrático de direito, se propõem a realizar leilão para montar ou financiar segurança privada para coibir e atacar as comunidades indígenas. No entendimento dos ruralistas esta ação servirá para resistir ao que chamam de “invasões de terras” e contam, inclusive, com apoio explícito de parlamentares que violam o decoro parlamentar, apoiando iniciativas violentas e ilegais.
A Contag entende como fundamental a apuração de tais fatos e a punição exemplar dos responsáveis, incluindo os parlamentares envolvidos.
É inaceitável que o Brasil do século XXI seja obrigado a conviver com estas práticas nefastas e retrógradas, que se julgavam extintas pela propalada modernidade do agronegócio brasileiro. Os latifundiários, denominados de fazendeiros, ruralistas ou empresários rurais, mantêm os mesmos instrumentos e práticas vis que historicamente adotaram para se apropriarem, ou se manterem sobre o domínio das terras, violando direitos dos povos e desconsiderando exigências básicas ao direito da propriedade traduzidas nos critérios para o cumprimento da função social.
Na luta por seus direitos, trabalhadores e trabalhadoras rurais, indígenas, povos tradicionais e seus apoiadores são vítimas constantes da violência e da truculência, situação agravada pela inércia do Estado e impunidade perpetrada pelo poder judiciário. Neste momento, representações de entidades e movimentos sociais estão sofrendo sérias ameaças de morte em razão de terem apoiado a ação que resultou na decisão liminar da Justiça Federal de Campo Grande-MS de suspender o “leilão da resistência” organizado pelos ruralistas. O mais grave é que estas ameaças se somam aos inúmeros assassinatos de indígenas e a várias outras formas de violência praticadas contra eles naquele estado, que apesar de serem amplamente denunciadas, não resultaram em condenação dos culpados.
Dessa forma, a Contag exige a urgente e rígida investigação sobre estes fatos, especialmente quanto à realização de tal leilão e da destinação dos seus recursos, com a punição exemplar dos responsáveis.
PELA AMPLA REFORMA AGRÁRIA, GARANTINDO O DIREITO À TERRA E AO TERRITÓRIO!
Brasília, 10 de dezembro de 2013 - Dia Internacional dos Direitos Humanos
Diretoria da Contag
A nota da Contag ressalta que os latifundiários têm “apoio explícito de parlamentares que violam o decoro parlamentar, apoiando iniciativas violentas e ilegais” com objetivo de atacar povos indígenas que lutam pelo direito à demarcação de suas terras.
Essa atitude dos fazendeiros sulmatogrossenses poderá aumentar ainda mais o número já grande de mortes violentas no meio rural brasileiro. Por isso, A CTB soma sua voz ao coro da Contag para denunciar mais essa manobra dos ruralistas que ainda pensam estar no século 19. Todo apoio aos trabalhadores e trabalhadoras rurais que se organizam para exigir seus direitos, assim como aos povos indígenas em defesa da demarcação de suas terras.
Portal CTB
Leia a íntegra da nota de repúdio da Contag:
Contag repudia proposta de ruralistas de realizar leilão para financiar segurança privada
A Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura (Contag) manifesta seu mais veemente repúdio às declarações públicas dos ruralistas do estado do Mato Grosso do Sul que, em frontal desrespeito ao estado democrático de direito, se propõem a realizar leilão para montar ou financiar segurança privada para coibir e atacar as comunidades indígenas. No entendimento dos ruralistas esta ação servirá para resistir ao que chamam de “invasões de terras” e contam, inclusive, com apoio explícito de parlamentares que violam o decoro parlamentar, apoiando iniciativas violentas e ilegais.
A Contag entende como fundamental a apuração de tais fatos e a punição exemplar dos responsáveis, incluindo os parlamentares envolvidos.
É inaceitável que o Brasil do século XXI seja obrigado a conviver com estas práticas nefastas e retrógradas, que se julgavam extintas pela propalada modernidade do agronegócio brasileiro. Os latifundiários, denominados de fazendeiros, ruralistas ou empresários rurais, mantêm os mesmos instrumentos e práticas vis que historicamente adotaram para se apropriarem, ou se manterem sobre o domínio das terras, violando direitos dos povos e desconsiderando exigências básicas ao direito da propriedade traduzidas nos critérios para o cumprimento da função social.
Na luta por seus direitos, trabalhadores e trabalhadoras rurais, indígenas, povos tradicionais e seus apoiadores são vítimas constantes da violência e da truculência, situação agravada pela inércia do Estado e impunidade perpetrada pelo poder judiciário. Neste momento, representações de entidades e movimentos sociais estão sofrendo sérias ameaças de morte em razão de terem apoiado a ação que resultou na decisão liminar da Justiça Federal de Campo Grande-MS de suspender o “leilão da resistência” organizado pelos ruralistas. O mais grave é que estas ameaças se somam aos inúmeros assassinatos de indígenas e a várias outras formas de violência praticadas contra eles naquele estado, que apesar de serem amplamente denunciadas, não resultaram em condenação dos culpados.
Dessa forma, a Contag exige a urgente e rígida investigação sobre estes fatos, especialmente quanto à realização de tal leilão e da destinação dos seus recursos, com a punição exemplar dos responsáveis.
PELA AMPLA REFORMA AGRÁRIA, GARANTINDO O DIREITO À TERRA E AO TERRITÓRIO!
Brasília, 10 de dezembro de 2013 - Dia Internacional dos Direitos Humanos
Diretoria da Contag
Ministério libera R$163 milhões em recursos para hospitais
O Ministério da Saúde determinou a liberação de R$ 163.916.778,27 aos Hospitais Universitários Federais. Os recursos que contemplarão 47 unidades, fazem parte do Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), coordenado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares e executado em parceria pelos ministérios da Educação e da Saúde.
De acordo com portaria publicada na edição desta quarta-feira (11) no Diário Oficial da União o repasse da verba fica condicionado à "comprovação, pelo hospital, da sua necessidade para pagamento imediato, de forma a não comprometer o fluxo de caixa do Fundo Nacional de Saúde".
O Rehuf é uma parceria entre os ministérios da Saúde e da Educação e busca melhorar a gestão administrativa, financeira e hospitalar nas áreas de assistência e ensino. Os hospitais universitários são vinculados às instituições de ensino superior do Ministério da Educação, responsável pelo pagamento dos profissionais concursados. O Ministério da Saúde repassa, além do financiamento do Rehuf, recursos para o custeio dos serviços prestados à população nas unidades, entre outros incentivos. Este ano serão investidos R$ 560 milhões em recursos federais no Rehuf.
Fonte: Agência Brasil
O Rehuf é uma parceria entre os ministérios da Saúde e da Educação e busca melhorar a gestão administrativa, financeira e hospitalar nas áreas de assistência e ensino. Os hospitais universitários são vinculados às instituições de ensino superior do Ministério da Educação, responsável pelo pagamento dos profissionais concursados. O Ministério da Saúde repassa, além do financiamento do Rehuf, recursos para o custeio dos serviços prestados à população nas unidades, entre outros incentivos. Este ano serão investidos R$ 560 milhões em recursos federais no Rehuf.
Fonte: Agência Brasil
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Como a elite articulou 1964
O complexo Ipes/Ibad foi o verdadeiro partido da burguesia, segundo René Dreifuss em A conquista do Estado
OSCAR PILAGALLO
A interpretação de que a derrubada do presidente João Goulart em 1964 resultou não apenas de um golpe militar deve-se em grande parte ao trabalho de um cientista político uruguaio: René Dreifuss. Em 1981, quando o ciclo militar aproximava-se do fim, o autor publicou 1964 - A conquista do Estado, em que expôs a minuciosa pesquisa documental que demonstrou a participação da sociedade civil na ação dos militares.
Até a divulgação do trabalho de Dreifuss não se tinha a dimensão exata da articulação dos civis. Sabia-se que o afastamento de Jango, um presidente considerado fraco e refém dos sindicalistas de esquerda, ia ao encontro dos interesses do grande capital. Sabia-se também que as manifestações públicas da classe média nos últimos dias do governo civil haviam dado o empurrão final no presidente. O papel dos civis, no entanto, foi muito mais importante.
Dreifuss mostrou a atuação de grande parte do empresariado brasileiro e de representantes de multinacionais reunidos no Ipes (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais), fundado no final de 1961. “O Ipes não era com certeza, como freqüentemente é descrito, um movimento amador de empresários com inclinações românticas ou um mero disseminador de limitada propaganda anticomunista; era, ao contrário, um grupo de ação sofisticado, bem equipado e preparado; era o núcleo de uma elite orgânica empresarial de grande visão, uma força-tarefa estrategicamente informada, agindo como vanguarda das classes dominantes”, na definição de Dreifuss.
Mais focado em estratégias, o Ipes tinha um fundamental braço de apoio no Ibad (Instituto Brasileiro de Ação Democrática), que agia como unidade tática, respondendo por atividades secretas. Os dois se complementavam. “No curso de sua oposição às estruturas populistas, ao Executivo nacional-reformista e às forças sociais populares, o complexo Ipes/Ibad se tornava o verdadeiro partido da burguesia e seu estado-maior para a ação ideológica, política e popular.”
Intelectual de esquerda, René Dreifuss (1945-2003) deixou vários estudos sobre a relação entre forças armadas e sociedade civil na América Latina. 1964 - A conquista do Estado é sua grande contribuição à historiografia brasileira. O trabalho de pesquisa foi tão extensivo que, na época de sua publicação, quando se transformou em best seller das ciências políticas, o autor chegou a ser criticado por expor intelectuais e empresários que teriam tido envolvimento marginal com os institutos.
O livro, no entanto, resistiu ao tempo, como se pode verificar em sua reedição pela Editora Vozes. Pela grande quantidade de nomes citados, a obra ganharia em utilidade se tivesse um índice remissivo. Sem contar com esse instrumento de consulta, o leitor é obrigado a enfrentar as quase 900 páginas e cruzar, ele próprio, as referências. É pena que a editora não tenha aproveitado a repaginação, que facilitou a leitura, para oferecer também esse serviço. De qualquer maneira, os historiadores agradecem por não terem mais que garimpar o livro em sebos.
OSCAR PILAGALLO é editor de História Viva e da revista EntreLivros e autor de A história do Brasil no século 20 (em cinco volumes, pela Publifolha).
OSCAR PILAGALLO
A interpretação de que a derrubada do presidente João Goulart em 1964 resultou não apenas de um golpe militar deve-se em grande parte ao trabalho de um cientista político uruguaio: René Dreifuss. Em 1981, quando o ciclo militar aproximava-se do fim, o autor publicou 1964 - A conquista do Estado, em que expôs a minuciosa pesquisa documental que demonstrou a participação da sociedade civil na ação dos militares.
Até a divulgação do trabalho de Dreifuss não se tinha a dimensão exata da articulação dos civis. Sabia-se que o afastamento de Jango, um presidente considerado fraco e refém dos sindicalistas de esquerda, ia ao encontro dos interesses do grande capital. Sabia-se também que as manifestações públicas da classe média nos últimos dias do governo civil haviam dado o empurrão final no presidente. O papel dos civis, no entanto, foi muito mais importante.
Dreifuss mostrou a atuação de grande parte do empresariado brasileiro e de representantes de multinacionais reunidos no Ipes (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais), fundado no final de 1961. “O Ipes não era com certeza, como freqüentemente é descrito, um movimento amador de empresários com inclinações românticas ou um mero disseminador de limitada propaganda anticomunista; era, ao contrário, um grupo de ação sofisticado, bem equipado e preparado; era o núcleo de uma elite orgânica empresarial de grande visão, uma força-tarefa estrategicamente informada, agindo como vanguarda das classes dominantes”, na definição de Dreifuss.
Mais focado em estratégias, o Ipes tinha um fundamental braço de apoio no Ibad (Instituto Brasileiro de Ação Democrática), que agia como unidade tática, respondendo por atividades secretas. Os dois se complementavam. “No curso de sua oposição às estruturas populistas, ao Executivo nacional-reformista e às forças sociais populares, o complexo Ipes/Ibad se tornava o verdadeiro partido da burguesia e seu estado-maior para a ação ideológica, política e popular.”
Intelectual de esquerda, René Dreifuss (1945-2003) deixou vários estudos sobre a relação entre forças armadas e sociedade civil na América Latina. 1964 - A conquista do Estado é sua grande contribuição à historiografia brasileira. O trabalho de pesquisa foi tão extensivo que, na época de sua publicação, quando se transformou em best seller das ciências políticas, o autor chegou a ser criticado por expor intelectuais e empresários que teriam tido envolvimento marginal com os institutos.
O livro, no entanto, resistiu ao tempo, como se pode verificar em sua reedição pela Editora Vozes. Pela grande quantidade de nomes citados, a obra ganharia em utilidade se tivesse um índice remissivo. Sem contar com esse instrumento de consulta, o leitor é obrigado a enfrentar as quase 900 páginas e cruzar, ele próprio, as referências. É pena que a editora não tenha aproveitado a repaginação, que facilitou a leitura, para oferecer também esse serviço. De qualquer maneira, os historiadores agradecem por não terem mais que garimpar o livro em sebos.
OSCAR PILAGALLO é editor de História Viva e da revista EntreLivros e autor de A história do Brasil no século 20 (em cinco volumes, pela Publifolha).
MEC divulga relação de municípios pré-selecionados para receber cursos de medicina
Publicado por PCdoB em 10/12/2013 em Uncategorized
A medida é parte do programa Mais Médicos e vale para cursos em instituições particulares de ensino superior.
O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta terça-feira (3) a relação de municípios pré-selecionados para receberem novos cursos de graduação em medicina por instituições particulares de ensino superior.
A medida faz parte do programa Mais Médicos, do Governo Federal, que prevê a criação de 11.447 vagas em faculdades de medicina até 2017. Atualmente, o Brasil possui 18.212 vagas. Os municípios pré-selecionados receberão visitas de especialistas da Secretaria de Regulação e Supervisão de Educação Superior (SERES) do MEC para verificar a estrutura de equipamentos públicos e programas de saúde existentes.
Para ser selecionada a cidade deverá atender, obrigatoriamente, aos seguintes critérios: não ser uma capital e não ter curso de medicina em seu território e possuir no mínimo 70 mil habitantes.
Os gestores municipais podem acessar os pareceres emitidos pela SERES no processo de pré-seleção por meio do site http://www.simec.gov.br com a mesma senha utilizada no procedimento de inscrição do município.
As prefeituras que não foram pré-selecionadas têm até o próximo dia 9 para entrar com recurso. O resultado final será divulgado no dia 18 de dezembro.
A expansão de vagas de graduação em medicina tem o objetivo de diminuir a carência de médicos sobretudo nas regiões mais carentes do país. A interiorização da formação será complementada com abertura de mais de 12 mil novas vagas de residência.
Acesse a portaria aqui
Confira os municípios pré-selecionados por estado
Bahia: Alagoinhas, Eunápolis, Guanambi, Itabuna, Jacobina e Juazeiro
Ceará: Crato
Espírito Santo: Cachoeiro de Itapemirim
Goiás: Aparecida de Goiânia
Maranhão: Bacabal
Minas Gerais: Muriaé, Passos, Poços de Caldas e Sete Lagoas
Pará: Ananindeua e Tucuruí
Pernambuco: Jaboatão dos Guararapes
Piauí: Picos
Paraná: Campo Mourão, Guarapuava e Umuarama
Rio de Janeiro: Três Rios
Rio Grande do Sul: Erechim, Ijuí, Novo Hamburgo e São Leopoldo
São Paulo: Araçatuba, Araras, Assis, Bauru, Cubatão, Guarujá, Indaiatuba, Jaú, Limeira, Mauá, Osasco, Pindamonhangaba, Piracicaba, Rio Claro, São Bernardo do Campo e São José dos Campos
Fonte: Subchefia de Assuntos Federativos / SRI / PR
A medida é parte do programa Mais Médicos e vale para cursos em instituições particulares de ensino superior.
O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta terça-feira (3) a relação de municípios pré-selecionados para receberem novos cursos de graduação em medicina por instituições particulares de ensino superior.
A medida faz parte do programa Mais Médicos, do Governo Federal, que prevê a criação de 11.447 vagas em faculdades de medicina até 2017. Atualmente, o Brasil possui 18.212 vagas. Os municípios pré-selecionados receberão visitas de especialistas da Secretaria de Regulação e Supervisão de Educação Superior (SERES) do MEC para verificar a estrutura de equipamentos públicos e programas de saúde existentes.
Para ser selecionada a cidade deverá atender, obrigatoriamente, aos seguintes critérios: não ser uma capital e não ter curso de medicina em seu território e possuir no mínimo 70 mil habitantes.
Os gestores municipais podem acessar os pareceres emitidos pela SERES no processo de pré-seleção por meio do site http://www.simec.gov.br com a mesma senha utilizada no procedimento de inscrição do município.
As prefeituras que não foram pré-selecionadas têm até o próximo dia 9 para entrar com recurso. O resultado final será divulgado no dia 18 de dezembro.
A expansão de vagas de graduação em medicina tem o objetivo de diminuir a carência de médicos sobretudo nas regiões mais carentes do país. A interiorização da formação será complementada com abertura de mais de 12 mil novas vagas de residência.
Acesse a portaria aqui
Confira os municípios pré-selecionados por estado
Bahia: Alagoinhas, Eunápolis, Guanambi, Itabuna, Jacobina e Juazeiro
Ceará: Crato
Espírito Santo: Cachoeiro de Itapemirim
Goiás: Aparecida de Goiânia
Maranhão: Bacabal
Minas Gerais: Muriaé, Passos, Poços de Caldas e Sete Lagoas
Pará: Ananindeua e Tucuruí
Pernambuco: Jaboatão dos Guararapes
Piauí: Picos
Paraná: Campo Mourão, Guarapuava e Umuarama
Rio de Janeiro: Três Rios
Rio Grande do Sul: Erechim, Ijuí, Novo Hamburgo e São Leopoldo
São Paulo: Araçatuba, Araras, Assis, Bauru, Cubatão, Guarujá, Indaiatuba, Jaú, Limeira, Mauá, Osasco, Pindamonhangaba, Piracicaba, Rio Claro, São Bernardo do Campo e São José dos Campos
Fonte: Subchefia de Assuntos Federativos / SRI / PR
Deputada (PCdoB-SP) Leci Brandão busca aprofundar o tema da igualdade racial
Está circulando a 10ª edição do Boletim Fala Leci,
publicação do gabinete da deputada estadual do PCdoB Leci Brandão. Na
publicação, a sambista assina um texto sobre a igualdade racial e
desenvolvimento, no qual ressalta a importância dos encontros promovidos pelos
movimentos sociais. Além de comentar o processo preparatório para a 3ª
Conferência Nacional da Promoção da Igualdade Racial, o caderno traz ainda o
balanço de algumas dessas reuniões.
Leia a seguir o texto assinado por Leci Brandão:
Por reconhecer a importância das conferências como
instrumento de expressão dos movimentos sociais, nosso mandato vem participando
de diversos encontros com esse propósito. De todos eles destacamos a temática
da igualdade racial.
No segundo semestre participamos das etapas municipal e estadual, preparatórias para a 3ªa Conferência Nacional da Promoção da Igualdade Racial. As discussões foram intensas, afinal estava em debate os rumos das ações governamentais relacionadas à busca de uma igualdade entre brancos e negros no nosso país. E como pensar em caminhos e soluções para essa questão sem questionar a violência, cuja principal vítima é o jovem negro? Como pensar em justiça e cidadania sem apontar o racismo institucional como nosso maior adversário nessa luta? Como podemos fazer o debate sobre a reprodução do racismo se não reconhecermos a mídia como uma das principais responsáveis pela perpetuação do preconceito e da discriminação?
Esperamos que, ao debater democracia, a sociedade aprofunde a convicção de que, para promover a igualdade racial é necessário aumentar os espaços de participação social, fortalecer os mecanismos de controle social e superar a vergonhosa ausência de negras e negros em espaços de decisão e de poder.
O Brasil tem se desenvolvido sem promover socialmente a população negra. São Paulo, por ter papel extremamente relevante no desenvolvimento nacional, tem que incluir em seu plano a igualdade racial.
O racismo estabelece cenários materiais desvantajosos às suas vítimas, por isso, parte importante da agenda da igualdade racial deve ter dimensão econômica. Tal fator exigirá que o estado reestabeleça prioridades e faça opção pelos que mais precisam. Não há como promover socialmente a população negra sem ferir privilégios.
Que os caminhos apontados pela conferência se tornem realidade e representem um grande avanço para a questão racial e para o desenvolvimento.
Leci Brandão, setembro de 2013
No segundo semestre participamos das etapas municipal e estadual, preparatórias para a 3ªa Conferência Nacional da Promoção da Igualdade Racial. As discussões foram intensas, afinal estava em debate os rumos das ações governamentais relacionadas à busca de uma igualdade entre brancos e negros no nosso país. E como pensar em caminhos e soluções para essa questão sem questionar a violência, cuja principal vítima é o jovem negro? Como pensar em justiça e cidadania sem apontar o racismo institucional como nosso maior adversário nessa luta? Como podemos fazer o debate sobre a reprodução do racismo se não reconhecermos a mídia como uma das principais responsáveis pela perpetuação do preconceito e da discriminação?
Esperamos que, ao debater democracia, a sociedade aprofunde a convicção de que, para promover a igualdade racial é necessário aumentar os espaços de participação social, fortalecer os mecanismos de controle social e superar a vergonhosa ausência de negras e negros em espaços de decisão e de poder.
O Brasil tem se desenvolvido sem promover socialmente a população negra. São Paulo, por ter papel extremamente relevante no desenvolvimento nacional, tem que incluir em seu plano a igualdade racial.
O racismo estabelece cenários materiais desvantajosos às suas vítimas, por isso, parte importante da agenda da igualdade racial deve ter dimensão econômica. Tal fator exigirá que o estado reestabeleça prioridades e faça opção pelos que mais precisam. Não há como promover socialmente a população negra sem ferir privilégios.
Que os caminhos apontados pela conferência se tornem realidade e representem um grande avanço para a questão racial e para o desenvolvimento.
Leci Brandão, setembro de 2013
Partipação ativa
A deputada do PCdoB participou da abertura e do encerramento da 3ª Conferência Nacional da Promoção da Igualdade Racial do Estado de São Paulo. Esses encontros apontaram as diretrizes para a implementação de políticas em âmbito estadual e nacional.
Leci Brandão ressaltou os avanços sobre a questão racial durante os governos progressistas de Lula e Dilma Rousseff, mas enfatizou que há lacunas no projeto de desenvolvimento do país e no modelo antidemocrático e discriminatório da mídia.
Segundo o boletim informativo, Leci falou ainda sobre a necessidade de aplicação efetiva da Lei 10.639, que determina o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira nas escolas. Isso também foi ressaltado pela deputada durante a 1ª Conferência de Educação para as Relações Étnico-Raciais, de iniciativa própria e realizada pela Comissão de Educação e Cultura e pelo Fórum Permanente de Educação e Diversidade do Estado de São Paulo.
Em outras reuniões, Leci defendeu ainda a necessidade de priorizar a Cultura no orçamento do Estado e dos municípios e de haver uma distribuição mais igualitária dos recursos. A renomada sambista promove duas ações neste sentido: a primeira delas é o tombamento integral do Cine Belas Artes; e a segunda é o tombamento do entorno do Teatro Oficina.
Da redação do Vermelho,
Com informações do Boletim Fala Leci
O que a mídia esconde sobre Mandela - por Beto Almeida, no sítio do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC)
Mesmo na morte de um gigante da humanidade como o revolucionário Nelson Mandela, o imperialismo não deixa de exibir sua baixeza ao buscar manipular a imagem deste líder para mostrá-lo como um conciliador abstrato. A revista Veja, que tem como acionistas empresários sul-africanos apoiadores do apartheid, o apresenta como "o guerreiro da paz", a quem prenderam e torturaram. Seria o segundo sequestro de Mandela, depois de 27 anos de prisão: o da sua imagem, para que não se saiba tratar-se de um dirigente comunista, revolucionário, que apoiou a luta armada contra o regime racista da África do Sul e a revolução no mundo.
É obrigatório lembrar a posição de Mandela sobre Cuba, sempre sonegada pela mídia do capital, para mostrar seu pensamento por inteiro. Logo após Angola ter conquistado sua independência, em 1975, foi alvo de agressão militar da África do Sul, que ocupou grande parte de seu território, com o apoio dos EUA e Inglaterra, que hoje fazem declarações hipócritas sobre Mandela. O presidente de Angola, Agostinho Neto, solicitou diretamente a Fidel Castro o apoio militar de Cuba.
Imediatamente se organizou uma das maiores operações de ajuda militar internacionalista, com 400 mil cubanos, homens e mulheres, tendo lutado em solo angolano, ao longo de um década, derrotando a agressão imperialista e libertando Angola e Namíbia. A Batalha decisiva foi a de Cuito Cuanavale quando, derrotadas, as tropas do regime racista bateram em retirada. Mandela a declara: “A Batalha de Cuito Cuanavale foi o começo do fim do apartheid. Nós devemos a destruição do apartheid a Cuba!”
Hoje, Cuba, que foi o único país a se levantar em armas em defesa de Angola e Namíbia e contra o apartheid, continua a compartilhar internacionalmente médicos, professores, vacinas e exemplos. Com o reconhecimento e solidariedade do revolucionário Nelson Mandela, que, neste episódio, mostrou sua integridade e grandeza!
Por Beto Almeida, no sítio do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC):
É obrigatório lembrar a posição de Mandela sobre Cuba, sempre sonegada pela mídia do capital, para mostrar seu pensamento por inteiro. Logo após Angola ter conquistado sua independência, em 1975, foi alvo de agressão militar da África do Sul, que ocupou grande parte de seu território, com o apoio dos EUA e Inglaterra, que hoje fazem declarações hipócritas sobre Mandela. O presidente de Angola, Agostinho Neto, solicitou diretamente a Fidel Castro o apoio militar de Cuba.
Imediatamente se organizou uma das maiores operações de ajuda militar internacionalista, com 400 mil cubanos, homens e mulheres, tendo lutado em solo angolano, ao longo de um década, derrotando a agressão imperialista e libertando Angola e Namíbia. A Batalha decisiva foi a de Cuito Cuanavale quando, derrotadas, as tropas do regime racista bateram em retirada. Mandela a declara: “A Batalha de Cuito Cuanavale foi o começo do fim do apartheid. Nós devemos a destruição do apartheid a Cuba!”
Hoje, Cuba, que foi o único país a se levantar em armas em defesa de Angola e Namíbia e contra o apartheid, continua a compartilhar internacionalmente médicos, professores, vacinas e exemplos. Com o reconhecimento e solidariedade do revolucionário Nelson Mandela, que, neste episódio, mostrou sua integridade e grandeza!
Por Beto Almeida, no sítio do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC):
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Inauguramos nosso blog
Inaugura-se hoje, nesta cidade de Várzea Grande, mais uma ferramenta de comunicação entre os/as comunistas e demais amigos(as).
Nosso blog surge como necessidade de maior interação, comunicação e disseminação de nossas ideias, opiniões, críticas e manifestações democráticas de toda ordem.
Nós da direção municipal do PCdoB de Várzea Grande (PCdoB-VG) gostaríamos muito de sua colaboração, por entendermos indispensável conhecermos os anseios de nossa sociedade, em especial, mas não, a sociedade várzea-grandense.
Acreditamos que este seja o primeiro passo na busca de um partido com maior amplitude, concatenado aos temas atuais, plugado e conectado ao seu tempo e com vislumbres do porvir.
"Fé na vida, fé no homem, fé no que vira."
Abraço fraternal e saudações revolucionarias
Nosso blog surge como necessidade de maior interação, comunicação e disseminação de nossas ideias, opiniões, críticas e manifestações democráticas de toda ordem.
Nós da direção municipal do PCdoB de Várzea Grande (PCdoB-VG) gostaríamos muito de sua colaboração, por entendermos indispensável conhecermos os anseios de nossa sociedade, em especial, mas não, a sociedade várzea-grandense.
Acreditamos que este seja o primeiro passo na busca de um partido com maior amplitude, concatenado aos temas atuais, plugado e conectado ao seu tempo e com vislumbres do porvir.
"Fé na vida, fé no homem, fé no que vira."
Abraço fraternal e saudações revolucionarias
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Quem sou eu
- Cesar Delgado
- Nascido em Nilópolis, graduação em história pela UFMT, pai do Pablo Henrique e da Paola Bianca. Presidente do Comitê Municipal PCdoB-VG. Membro do Comissão Política Estadual. Membro da Comissão de Controle do Secretariado Estadual do PCdoB-MT. Empregado da ECT-Empresa de Correios e Telégrafos.
