terça-feira, 15 de julho de 2014

A luta política pela Copa

A seleção alemã, pelo jogo que demonstrou; o povo brasileiro, pela sua simpatia, hospitalidade, cordialidade e outras idades. Eis os campeões mundiais.


Em seguida, em seu programa domingueiro, sua repórter passou a falar de Copacabana, e entrevistou uma argentina que, emocionada, declarou não ter sido possível seu país chegar a ser campeão, mas que valeu a pena participar dessa Copa no Brasil, tão grandiosa, tão envolvente e com "essa organização fantástica", onde... Não conseguiu terminar, o Faustão cortou-lhe a palavra e disse que "já tinha dito, fora de campo, foi o povo brasileiro". Fala em seguida com o Galvão Bueno que, meio desengonçado, disse que, durante a Copa, "viajei do Amazonas ao Rio Grande do Sul e... tudo sem problema". Faustão rapidamente arrematou: é isso aí, o povo deu um grande exemplo de civilidade.

Na verdade, a gente brasileira mostrou durante a Copa a afetividade com que recebe visitantes, a alegria com que contagia os amigos, a tendência ao convívio sem discriminação das nacionalidades e etnias. Mas isto não foi nenhuma novidade revelada por essa Copa, ao contrário, este traço amigável e alegre é próprio da gente brasileira, uma característica marcante que a distingue.

Tínhamos sim, uma questão a resolver nessa Copa. É que foi plantada frente a todos, minuciosa e demoradamente, pela grande mídia nacional, uma dúvida atroz: a de que o Brasil não tinha condições de realizar um grande evento como a Copa do Mundo, seja por ausência de recursos, ausência de infraestrutura física, seja por incapacidade de seus governantes, dominados que estavam pelo aproveitamento político da máquina estatal e pela corrupção.

O que a Copa revelou é que isto era uma grande mentira, pois que os prognósticos longamente divulgados, e acalentados, da nossa incapacidade não aconteceram. O que se viu, ao contrário, foi que funcionaram relativamente bem os aeroportos, linhas de transporte, aéreas e terrestres, rede hoteleira, estádios em 12 cidades, novos ou reconstruídos, com fontes energéticas sustentáveis, segurança dos jogos, dos jogadores, dos 600 mil visitantes, dos sete ou oito chefes de Estado, das autoridades, do povo em geral. O negativismo, que enxergava o caos em tudo, que anunciava aos quatro ventos a nossa indigência administrativa, que repetia que se as coisas estão ruins agora, "imagine na Copa", toda essa cansativa e enfadonha campanha foi rotundamente derrotada.

E se as catástrofes e desgraças apregoadas não aconteceram, a despeito de incentivadas pela formidável máquina da grande mídia, não foi por ser nosso povo alegre e hospitaleiro, foi porque o Governo brasileiro e os governos estaduais acreditaram na necessidade de preparar e organizar uma grande Copa e empenharam-se nesse sentido com todas as forças e destemor, apesar do mau agouro dos corvos e cassandras.

A presidenta Dilma, em mais de uma oportunidade, foi mal tratada nesse período, como Chefe de Estado e como mulher. Isto porque segurou firme a ideia de realizar uma grande Copa, coisa difícil, nas circunstâncias propaladas, para qualquer Chefe de Estado, mormente para uma mulher. Os apupos a ele desferidos foram injustos e desrespeitosos. Ela se portou com altivez e dignidade. Setores médios da população participaram de manifestações iníquas, deixaram-se levar pela política da direita. O pessoal da esquerda deve refletir o motivo das coisas chegarem a esse ponto.

Chama a atenção o silencio que de repente se abateu sobre o Ministro do Esporte Aldo Rebelo. Se as decantadas e desejadas dificuldades tivessem acontecido, se os aeroportos estivessem atravancados, os voos atrasados, os hotéis sem vagas e a segurança comprometida, o Ministro seria talvez o alvo principal das entrevistas, dos questionamentos, das grosserias, dos pedidos de explicação. Como tudo andou bem, resolveram esconder o Aldo Rebelo dos horários nobres e dos meios massivos.

Essa é a disputa política em voga hoje no Brasil. Muda-se a tônica, permanece o mesmo sentido. Blasonavam os altos gastos públicos nos estádios, que seriam maiores do que o que se gastava com educação, saúde, mobilidade urbana, segurança etc. Quando se evidenciaram que os gastos com os estádios são incomparavelmente inferiores aos relativos à educação e saúde, etc. mudaram a forma de abordar a questão: tudo funcionou bem porque nosso povo é alegre!

Os fatos? Danem-se os fatos. Essa é a lógica da grande mídia hegemônica, hoje transfigurada em partido político. Ela própria, no passado, abrigava também outras vertentes, era mais plural, contava com jornalistas mais investigativos, afeitos a análises mais multilaterais, mais objetivas, menos politizadas. Esse jornalismo mais sério, que floresceu em certa medida mesmo nos limites da grande imprensa, hoje, em geral, sobrevive só em meios alternativos e, no mais, praticamente não conta, não tem papel maior, situa-se, talvez, como um resíduo, ou exceção. Em perspectiva, é essa lógica que temos que mudar.
__________

Haroldo Lima é membro do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e colaborador do Vermelho.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Abutres, coveiros e goiabas

A campanha nacional e internacional contra o Brasil e os brasileiros disseminou três tipos de detratores do nosso país: abutres, coveiros e goiabas.

Flávio Aguiar



A campanha nacional e internacional contra o Brasil e os brasileiros disseminou três tipos de detratores do nosso país: abutres, coveiros e goiabas.

1. Os abutres

São os mais ideológicos de todos. No plano internacional têm sido puxados por The Economist e Financial Times. Para eles o Brasil se assemelha a uma valiosa cariniça a ser saqueada. O valor da carniça aumentou muito desde as descobertas na camada atlântica do pré-sal. Muitos deles mantém uma pretensa elegância, muito própria para quem gosta de usar ternos de grife no trabalho. Seu estilo preferido é o prosaico analítico, com direito, vez por outra, a certos sarcasmos pesados, que eles vêem como mera ironia, como a de comparar a nossa presidenta a Groucho Marx. Adoram elogiar o México e a Aliança do Pacífico, como “respostas” ao Brasil e o Mercosul. No fundo, no fundo, o que queremé garantir o máximo possível de renda para o capital rentista e a parte do leão das riquezas brasileiras, passadas, presentes e futuras para ele. Às vezes animam gente mais grosseira, como no caso das vaias VIP, no Itaquerão. Mas aí começamos a entrar
no segundo grupo.

2. Os coveiros

De um modo geral, são aqueles detratores que, no fundo, bem no fundo, acham que nasceram no país, na latitude e na longitude erradas, além do fuso horário trocado. Latitude errada: nasceram no hemisfério sul. Longitude errada e fuso horário trocado: a hora da nossa capital não é a mesma de Washington, nem de Londres, nem de Paris. Grosso modo, dividem-se em dois grupos. O primeiro simplesmente detesta o país em que nasceu. Não suporta olhar pela janela e ver bananeiras ao invés de pine trees. Detesta até ver palmeiras ao invés de palm trees. São os detratores de sempre, os que se ufanam da Europa e dos Estados Unidos e que pensam que o nosso povo é desqualificado para ser um povo. Sua abrangência é nacional, mas também aparecem alguns no plano internacional. Ouvi durante seminário recente aqui em Berlim que o Brasil é um país que não tem cultura, só tem música e samba. Não sei exatamente o que a pessoa em questão, que não era brasileira, entendia por “cultura”, “música” e “samba”, mas sei muito bem o que ela entendia por ”Brasil”: um bando de gente nu por fora e por dentro, mais ou menos como os primeiros europeus viam os índios quando chegaram para conquistá-los e dizimá-los. São e serão os coveiros de sempre. O segundo grupo pegou carona na campanha dos abutres. Gosta de falar mal do Brasil de agora, este que aí está, com pleno emprego e melhora na repartição de renda. Quer dar a volta no relógio e no calendário, nos ajustar de novo ao tempo em que pobre era miserável e miserável não era nada. Acha que pode garantir de novo os aeroportos só para si. Mas é um grupo que gosta de falar também em generalidades. Se dentro do Brasil, usa o pronome nós (“nós somos corruptos”, “nós somos violentos”, “nós somos ineficientes”, etc.), mas é um “nós” que tem o valor de “eles”, pois só vale da boca para fora.
É uma verdadeira proeza gramatical. Pois o distinto coveiro deste grupo se apresenta, explícita ou implicitamente, como uma exceção. Os estilos preferidos variam: vão do insulto grosseiro à lamentação sutil. Os coveiros deste grupo costumam ter um alvo preciso, que copiam dos abutres: no momento atual, a eleição de outubro. Já os coveiros do primeiro grupo não têm alvo preciso, a não ser o de fazer compras em Miami (alguns) ou passear de bonde ou ônibus nas capitais europeias enquanto faz campanha contra corredores de ônibus nas cidades brasileiras.

3. Os goiabas

Este é um grupo mais variegado. Seu estilo varia entre a euforia e a lamentação. Mas são plagiadores profissionais. Copiam sem restrição tudo o que lhes é servido pelos abutres e os coveiros. Repetem entusiasticamente: “o gigante acordou em junho do ano passado”. Ou chorosamente: “a Copa do Mundo no Brasil tirou dinheiro das escolas e dos hospitais”. E repetem firmes outras condenações peremptórias, como “a de que os estádios ficarão necessariamente ociosos depois da Copa”. São muito numerosos, barulhentos, tanto dentro como fora do país. Também repetem-se muito entre si mesmos, achando que estão sendo originais. Gostam de dizer que estão “mostrando o verdadeiro Brasil” ao nos detratar como um país imóvel, que não tem entrada nem saída.

Os grupos ficaram martelando – mais os coveiros, os goiabas e, mas com a reza em voz baixa a seu favor vinda dos abutres internacionais e também com as vezes a reza em voz alta dos abutres nacionais – que a Copa não ia dar certo, que seria um fracasso, que os aeroportos iam entrar em colapso, que as cidades (e o metrô de S. Paulo no dia da abertura) iriam parar, etc.

Deram com os burros n’água. Cavaram a própria cova e esqueceram de levar uma escada de saída. Ainda esperam que “algo”, alguma catástrofe, qualquer coisa, aconteça até o final da Copa. Depois deste final, vão tentar uma de duas: se o Brasil ganhar a Copa, vão dizer que o nosso povo é um bando de babacas que só sabem correr atrás da bola quando vêem uma. Se o Brasil perder, vão insistir na ideia de que o governo jogou dinheiro fora. Vamos ver o que vai acontecer.

Antes de encerrar, quero esclarecer que “abutres”, “coveiros”, “goiabas” e até “burros n’água” são apenas metáforas literárias, que não deve ser lidas literalmente. Nada tenho contra os abutres que, como os urubus, ajudam a manter a limpeza no seus espaços; nem contra a operosa classe dos coveiros, tão socialmente valiosos como qualquer outra profissão laboriosa; muito menos contra as goiabas, frutas deliciosas como tantas outras; e certamente na da contra os pacientes burros da vida real, que nada têm de burros. Burros, neste último sentido, apesar de alguns se acharem espertalhões, são os “abutres”, os “coveiros”, e os “goiabas”.

KOTSCHO: "MAIOR LEGADO DA COPA É A FORÇA DO POVO"

Jornalista diz que, há duas semanas, deixou um "país em guerra, afundado nas mais apocalípticas previsões", e desembarcou em outro, "bem diferente, sem ter saído do Brasil"; "Durante meses, fomos submetidos a um massacre midiático sem precedentes, anunciando o caos na Copa do Fim do Mundo", afirma Ricardo Kotscho; em seu blog, ele escreve que, como "a canalhice não tem limites", "aconteceu tudo ao contrário do que previam e ninguém veio a público até agora para pedir desculpas"



25 DE JUNHO DE 2014 ÀS 16:48

247 - De um "país em guerra, afundado nas mais apocalípticas previsões", o jornalista Ricardo Kotscho "desembarcou em outro", num período de duas semanas, "bem diferente, sem ter saído do Brasil". A diferença foi observada por ele após o início da Copa, evento que não seríamos capaz de realizar, segundo as previsões da mídia. No entanto, "como a canalhice não tem limites", tudo corre bem e ninguém pediu desculpas até agora. Leia abaixo seu post, publicado no blog do R7:

Maior legado da Copa no Brasil é a força do povo

Faz duas semanas, deixei um país em guerra, afundado nas mais apocalípticas previsões, e desembarquei agora noutro, na volta, bem diferente, sem ter saído do Brasil. Durante meses, fomos submetidos a um massacre midiático sem precedentes, anunciando o caos na Copa do Fim do Mundo.

Fomos retratados como um povo de vagabundos, incompetentes, imprestáveis, corruptos, incapazes de organizar um evento deste porte. Sim, eu sei, não devemos confundir governo com Nação. Eles também sabem, mas, no afã de desgastar o governo da presidente Dilma Rousseff, acabaram esculhambando a nossa imagem no mundo todo, confundindo Jesus com Genésio, jogando sempre no popular quanto pior, melhor.

Estádios e aeroportos não ficariam prontos ou desabariam, o acesso aos jogos seria inviável, ninguém se sentiria seguro nas cidades-sede ocupadas por vândalos e marginais. Apenas três dias após o início da Copa, o New York Times, aquele jornalão americano que não pode ser chamado de petista chapa-branca, tirou um sarro da nossa mídia ao reproduzir as previsões negativas que ela fazia nas manchetes até a véspera. Certamente, muitos torcedores-turistas que para cá viriam ficaram com medo e desistiram. Quem vai pagar por este prejuízo provocado pelo terrorismo midiático?

Agora, que tudo é festa, e o mundo celebra a mais bela Copa do Mundo das últimos décadas, com tudo funcionando e nenhuma desgraça até o momento em que escrevo, só querem faturar com o sucesso alheio e nos ameaçam com o tal do "legado". Depois de jogar contra o tempo todo, querem dizer que, após a última partida, nada restará de bom para os brasileiros aproveitarem o investimento feito. Como assim? Vai ser tudo implodido?

A canalhice não tem limites, como se fossemos todos idiotas sem memória e já tenhamos esquecido tudo o que eles falaram e escreveram desde que o Brasil foi escolhido, em 2007, para sediar o Mundial da Fifa. Pois aconteceu tudo ao contrário do que previam e ninguém veio a público até agora para pedir desculpas.

Como vivem em outro mundo, distantes da vida real do dia a dia do brasileiro, jornalistas donos da verdade e do saber não contaram com a incrível capacidade deste povo de superar dificuldades, dar a volta por cima, na raça e no improviso, para cumprir a palavra empenhada.

Para alcançar seus mal disfarçados objetivos políticos e eleitorais, após três derrotas seguidas, os antigos "formadores de opinião" abrigados no Instituto Millenium resolveram partir para o vale tudo, e quebraram a cara.

Qualquer que seja o resultado final dentro do campo, esta gente sombria e triste já perdeu, e a força do povo brasileiro ganhou mais uma vez. Este é maior legado da Copa, a grande confraternização mundial que tomou conta das ruas, resgatando a nossa autoestima, a alegria e a cordialidade, em lugar das "manifestações pacíficas" esperadas pelos black blocs da mídia para alimentar o baixo astral e melar a festa. Pois tem muito gringo por aí que já não quer mais nem voltar para seu país. Poderiam trocar com os nativos que não gostam daqui.

Que tal?

DILMA: 'QUEM FAZ CAMPANHA NEGATIVA NÃO TEM PROJETO'

Em discurso duro durante a convenção do PSD de Gilberto Kassab, que oficializou apoio à sua candidatura, presidente Dilma Rousseff cutucou os adversários ao dizer que essa campanha exigirá "serenidade" contra as "provocações, que buscam rebaixar o nível do debate e que buscam acirrar o antagonismo, levando o antagonismo ao nível rasteiro de mentiras e más informações"; presidente afirmou ainda que "uma candidatura que tem muito o que mostrar, que tem muitas ideias para discutir, não precisa fazer campanha negativa"; após ter perdido o apoio do PTB, Dilma condenou aqueles que se aliam por "conveniência", e não por "convicções", e atestou que "essa espécie de esperteza tem vida curta

:
25 DE JUNHO DE 2014 ÀS 16:15

247 – Em mais um discurso duro contra seus adversários, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira 25 que só faz campanha negativa quem não tiver projeto político. "Muitos temem a radicalização que pode estar a caminho, mas uma candidatura que tem muito o que mostrar, que tem muitas ideias para discutir, não precisa fazer campanha negativa. Quem precisa fazer campanha negativa é quem não tem projeto, quem não tem propostas para o país e quem não tem o que mostrar", declarou Dilma, durante evento que oficializou o apoio do PSD à sua candidatura.

No mesmo tom que adotou em convenções do PMDB e do PDT, recentemente, Dilma disse que será preciso "serenidade" durante a campanha para não aceitar "provocações". "Esta campanha vai exigir serenidade de nós, para que não aceitemos provocações, que buscam rebaixar o nível do debate e que buscam acirrar o antagonismo, levando o antagonismo ao nível rasteiro de mentiras e más informações", disse a presidente à plateia de dirigentes e militantes do partido de Gilberto Kassab.

Dilma definiu o apoio do PSD como "estratégico" e Kassab como um "homem de palavra". "O Kassab é um homem que, ao mesmo tempo em que defende as suas posições, é sério nos seus compromissos e leal em suas atitudes. É um homem de palavra e é muito importante honrar a palavra empenhada e cumprir compromissos assumidos na política. Cumprir compromissos é absolutamente inegociável na atividade política", disse. A declaração pode ser interpretada como uma provocação ao PTB, que desistiu de apoiar sua candidatura.

Sobre o assunto, ela também deu outras cutucadas, como ao dizer que "lealdade é uma das bases da política feita com grandeza". "Não é subordinação cega. É confiança mútua. É respeito próprio e pelo outro. É zelo rigoroso pela palavra dada e empenhada. Engana-se quem defende a tese que não há compatibilidade entre a lealdade e a política". Dilma criticou os que se aliam por "conveniências", e não por "convicções" e atestou que "esse tipo de esperteza tem vida curta". A aprovação do partido pelo apoio à presidente e aliados foi de 94,73%.

domingo, 8 de junho de 2014

Sou pré-candidato à Deputado Estadual pelo PCdoB-MT

Foto: A partir de ontem (08/06/2014) por decisão dos Comitês  Municipal de Várzea Grande e do Estadual do PCdoB-MT, sou pré-candidato à DEPUTADO ESTADUAL pelo Partido. Com mais de 30 anos de militância sinto-me honrado e preparado para mais essa tarefa, e conto com o apoio das amigas, amigos, parentes e familiares.
#VEMCOMIGO!

A partir de ontem (08/06/2014) por decisão dos Comitês Municipal de Várzea Grande e do Estadual do PCdoB-MT, sou pré-candidato à DEPUTADO ESTADUAL pelo Partido. Com mais de 30 anos de militância sinto-me honrado e preparado para mais essa tarefa, e conto com o apoio das amigas, amigos, parentes e familiares.

sábado, 7 de junho de 2014

A política e a economia de Aécio

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:


Me pedem que analise as propostas de Aécio em si tal como formuladas no Roda Viva.

Ao trabalho.

Mais que tudo, Aécio me pareceu tomado por idéias atrasadas em algumas décadas. Essencialmente, ele repete clichês do thatcherismo num momento em que nem os conservadores ingleses se atrevem a fazer isso.

“Medidas impopulares” é a expressão acabada do thatcherismo – a doutrina consagrada por Margareth Thatcher nos anos 1980.

Significa você favorecer o 1% em detrimento dos 99%. Armínio Fraga, o guru de Aécio na economia, é um thatcherista fanático.

Não surpreende que, recentemente, ele tenha dito que o salário mínimo cresceu demais nos anos do PT no poder.

Sabe-se hoje, com a distância de 30 anos no tempo, que a política econômica inspirada em Thatcher – e seguida por FHC em seus dois mandatos – leva a uma brutal concentração de renda.

O livro sensação dos homens públicos e economistas de todo o mundo hoje, O Capital no Século 21, do francês Thomas Piketty, trata exatamente disso.

Ora, o principal problema do Brasil é exatamente a desigualdade de renda. E Aécio vem com uma palataforma que não apenas ignora o problema como, se aplicada, o aprodunda.

É um caso de notável miopia e descolamento da realidade.

Em nenhum momento no programa Aécio usou a expressão “desigualdade social”, como se fôssemos uma Noruega ou uma Finlândia.

Na falta de ideias concretas, ele recorre a platitudes. Falou mais de uma vez no “aparelhamento” do Estado pelo PT.

Ora, que partido em todo o mundo ocupa os cargos públicos com pessoas de outros partidos?

Isso não acontece nem na Escandinávia.

No próprio PSDB, Serra deu cargos a Soninha e filhas no governo paulista. Em uma semana, a pedido do então impoluto senador Demóstenes Torres, Aécio, então governador de Minas, arrumou um emprego na máquina mineira para uma sobrinha de Cachoeira.

FHC deu um cargo vital em seu governo - diretor da Agência Nacional do Petróleo - a seu genro David Zylbersztajn. Bastou Zylbersztajn se separar da filha de FHC para sua posição na ANP ficar insustentável.

Outra platitude é “ética” - o último refúgio dos conservadores brasileiros desde a UDN de Carlos Lacerda.

Aécio, no Roda Viva, mais uma vez trouxe a “ética” ao debate. Ora, se não fosse um programa chapa branca, alguém lhe perguntaria: “Senador, como seu partido concilia ética com a permanência por tantos anos no Tribunal de Contas de SP de alguém como Robson Marinho mesmo depois de ser fartamente comprovado que ele se locupletou com propinas?”

Talvez Aécio pudesse ser convidado por algum jornalista ali no programa também a dizer algumas palavras sobre a conhecidíssima, mas jamais coberta decentemente pela imprensa, compra de votos no Congresso para que FHC pudesse se reeleger.

Mas não foi isso que se viu.

Sem que lhe fosse perguntado, Aécio se declarou contra a regulação da mídia, que chamou pejorativamente de “controle social”.

Ali mais uma vez ele mostrou que confia que o apoio dos barões da mídia - a voz do 1% - vai levá-lo longe na disputa pela presidência.

Ele parece esquecido do que aconteceu com seu antecessor na disputa presidencial, Serra. A despeito de todo o apoio - que culminou no antológico Atentado da Bolinha de Papel do Jornal Nacional - a expedição terminou em lágrimas e em ruínas, à míngua de votos.

Serra entrou nas campanhas certo de que subiria a rampa do Planalto pelas mãos dos amigos donos das empresas jornalísticas e terminou batido até na tentativa de ser prefeito de São Paulo.

Aécio pode seguir um percurso parecido em sua Minas, pelo jeito como vem se comportando.

Lula e Dilma criticam a mídia

Do blog Viomundo:


O ex-presidente Lula disse esta noite (6), num encontro do Partido dos Trabalhadores em Porto Alegre, que as eleições de 2014 serão uma disputa entre dois projetos. Um, que prega a inserção de todos os brasileiros na economia. Outro, que representa aqueles que sofrem do “complexo de vira-latas”, ou seja, que valorizam tudo o que vem dos Estados Unidos e da Europa.

Durante o discurso, Lula criticou a mídia, dizendo que ela não reflete o que se passou no Brasil nos últimos 11 anos.

O ex-presidente disse que a oposição tem dito que o Brasil avançou por conta do esforço pessoal dos brasileiros, não por conta das políticas públicas implantadas desde 2002.

“Por que eles não foram esforçados no governo tucano?”, disse Lula, referindo-se ao período de Fernando Henrique Cardoso entre 1994 e 2002.

Em seu discurso, a presidente Dilma afirmou que, se a vitória de Lula em 2002 foi a da esperança sobre o medo, na campanha de 2014 será a da verdade sobre a mentira e a desinformação.

Foi uma maneira oblíqua de criticar a campanha diuturna da mídia corporativa contra o trabalhismo e contra o seu governo.

“O Brasil soube defender como poucos países do mundo o que interessa, o emprego e o salário dos trabalhadores”, disse Dilma, sobre o que aconteceu depois da crise econômica internacional deflagrada em 2008.

A presidente afirmou que o Brasil remou contra a corrente. Em regime democrático, só na Espanha depois de entrar na União Europeia houve uma redução da desigualdade equivalente à que aconteceu no Brasil desde 2002, lembrou Dilma.

“Todos, sem exceção, melhoraram sua renda”, acrescentou a presidente. Mas os mais pobres e as classes médias tiveram maior crescimento, aduziu. Dilma disse que o processo não se esgotou: “Todos os dados mostram que ele continua e que ele se aprofundou”.

A presidente afirmou também que os ajustes econômicos prometidos pelos tucanos costumam envolver aumento do desemprego, redução do salário e aumento dos juros.

“Eu não fui eleita nem para arrochar, nem para desempregar”, disse Dilma. “Nem para entregar o pré-sal ou para varrar a corrupção para debaixo do tapete”, acrescentou.

A presidente disse que existe uma campanha contra a Copa que, na verdade, é contra o seu governo.

Identificou a campanha com a famosa capa da revista Veja — sem mencionar o nome da revista – de maio de 2011, dizendo que os estádios da Copa, naquele ritmo de construção, só ficariam prontos em 2038.

A presidente disse que há desinformação quando se diz que a Copa está consumindo orçamento da Educação; quando se diz que há perigo de a epidemia de dengue ameaçar turistas nesta época do ano; quando se diz que não vai haver internet nos estádios; que vai haver racionamento de energia elétrica durante a Copa; ou que não haveria novos aeroportos, quando a capacidade de embarque e desembarque foi duplicada.

“Onde está tendo racionamento de água, ninguém fala”, cutucou Dilma, sobre a falta d’água em São Paulo.

Ficou claro que a presidente subiu o tom em relação à cobertura jornalística adversa, focada no negativo, da mídia corporativa.

De manhã, também em Porto Alegre, o ex-presidente Lula participou de um seminário promovido pelo diário espanhol El Pais:

“O que eu vou dizer aqui não saiu na imprensa” – Lula em seminário do El País em Porto Alegre

*****

Junho, 06, 2014

Instituto Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou nesta sexta-feira (6) no seminário “Desenvolvimento, inovação e integração regional”, promovido pelo jornal espanhol El Pais. E apontou dados positivos sobre os avanços do pais nos últimos 11 anos, e que em geral as pessoas não conhecem, pois não tem destaque na imprensa.

– “Somos hoje a 7ª economia do mundo, com um PIB que passou de US$ 550 bilhões em 2002 para mais de US$ 2 trilhões e 200 bilhões em 2013.”

– “Temos hoje 370 bilhões de dólares de reservas internacionais”

– “Apenas 9 países do G-20 conseguiram crescer acima de 2% em 2013. E o Brasil está entre eles, com uma taxa de 2,5%. Este não é um resultado desprezível, pois demonstra capacidade de resistir a uma conjuntura adversa.”

– “Nestes quase cinco anos, enquanto 62 milhões de empregos foram destruídos ao redor do mundo, segundo a OIT, o Brasil criou 10 milhões de empregos.”

– “Saímos de 107 bilhões de fluxo de comércio externo para 480 bilhões.”

– “A renda média do povo brasileiro cresceu 33%. E a dos mais pobres cresceu 70%”

– “Quantos países enfrentaram essa crise aumentando a renda e o emprego?

– “Quantos países geraram empregos como o Brasil com sindicatos e imprensa livre?”

– “Qual pais duplicou sua safra de grãos em 11 anos?”

– “Qual foi o pais que duplicou a produção de automóveis em 11 anos?”

ENERGIA E INFRA-ESTRUTURA

– “Que pais saiu de 80 mil para 120 mil megawatts de energia e construiu 30 mil quilômetros de linha de transmissão.”

– “Quantos países oferecem as oportunidades em projetos de infra-estrutura que oferece o Brasil?”

EDUCAÇÃO

– “O Brasil é o país que mais aumentou o investimento público em educação nos últimos anos, de acordo com a OCDE. O Orçamento do MEC passou de R$ 33 bilhões em 2002 para R$ 104 bilhões.

– “Saímos de 3,5 milhões de estudantes universitários, e onze anos depois, temos mais de 7 milhões de estudantes universitários. E precisamos avançar muito mais. Por isso, aprovamos o plano nacional de educação e os 75% dos royalties do pré-sal para a educação.”

O ex-presidente comparou a cobertura internacional do México, que tem sido muito elogiado e a do Brasil. E criticou o tratamento diferente dado aos dois países, não baseado na realidade dos números. “No México está tudo pior que o Brasil. E como eu quero que o México cresça também não estou dizendo isso porque quero o mal do México. Estou dizendo por que (o que sai na imprensa) é mentira.”

sábado, 24 de maio de 2014

Não existia combate à corrupção política antes do governo Lula

Lula e Dilma são hoje acusados de fazerem pouco justamente por aqueles que não fizeram nada além de aparelhar o Estado para fins partidários.

Antonio Lassance


A corrupção ainda é um grave problema no Brasil porque o combate à corrupção ainda está em sua infância. Tem pouco mais de 10 anos.

É a partir do governo Lula que se cria a Controladoria Geral da União; a Polícia Federal multiplica seu efetivo e o número de operações; e as demissões de servidores envolvidos em ilícitos se tornam regra, e não exceção.

É bem verdade que, antes, já existiam a Polícia Federal, o Ministério Público e uma Corregedoria-Geral da União. Mas alguém conhece alguma estatística relevante dessa época? Não existe. O combate à corrupção no governo FHC é traço.

A única estatística mais polpuda daquela época é a do ex-procurador-geral da República de FHC, Geraldo Brindeiro, que, até 2001, tinha em suas gavetas mais de 4 mil processos parados - fato que lhe rendeu o apelido de “engavetador-geral da República”.

De 2003 a 2013, compreendendo os governos de Lula e Dilma, a expulsão de servidores acusados de corrupção quase dobrou, passando de 268, em 2003, para 528, em 2013.

Gráfico 1 - Servidores expulsos do serviço público (2003-2013)




Dados da CGU, disponíveis no Relatório de acompanhamento das punições expulsivas aplicadas a estatutários no âmbito da administração pública federal.http://www.cgu.gov.br/Correicao/RelatoriosExpulsoes/Punicoes_2003-2013.pdf


As operações da Polícia Federal saltaram de 9, em 2003, para mais de 200, a partir de 2008 (dados da Polícia Federal http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas).

Gráfico 2 - Operações da Política Federal e número de servidores presos (2003-2012)





Fonte: dados da Polícia Federal, em gráfico produzido em estudo do Instituto Alvorada:http://institutoalvorada.org/transparencia-e-combate-a-corrupcao-nos-governos-lula-e-dilma/

Antes de 2003, se os escândalos envolvessem políticos, aí é que não acontecia nada vezes nada. Apenas dois casos podem ser citados com algum destaque na atuação da PF.

O primeiro foi a prisão de Hildebrando Pascoal, em 1999. Hildebrando era deputado pelo então PFL (hoje DEM) no estado do Acre e acabou condenado por chefiar um grupo de extermínio. Ficou célebre pela sessão de tortura em que uma pessoa teve os olhos perfurados; as pernas, os braços e o pênis amputados com uma motosserra; e um prego cravado na cabeça.

O outro foi o caso Lunus, a operação da PF de março de 2002 que vasculhou a sede da construtora Lunus, de propriedade da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, então no PFL. Naquele ano, Roseana era candidata à Presidência da República e estava bem melhor posicionada nas pesquisas do que o candidato do PSDB, José Serra. A operação foi coroada de êxito: criou um escândalo que sepultou a candidatura de Roseana.

O PSDB, que se diz contra o aparelhamento do Estado para fins partidários, tinha à frente da PF o delegado Agílio Monteiro Filho, que se candidataria a deputado federal pelo PSDB no mesmo ano de 2002.

Não existia combate à corrupção política antes de 2003. Isso é coisa do Lula e dessa tal Dilma Rousseff, hoje acusados de fazerem pouco justamente por aqueles que não fizeram nada além de aparelharem o Estado para fins partidários.


(*) Antonio Lassance é cientista político

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Parabéns, Várzea Grande! Mas nós queremos mais



As tropas de boiadeiros formaram os primeiros fluxos oriundos de Poconé e Livramento que, depois, viriam a se constituir nos primeiros brasileiros (e até paraguaios) ligados à economia da pecuária e pequena agricultura que aqui criaram suas raízes.

Já se vão 147 anos desde que, em meio às incertezas da Guerra do Paraguai, Couto Magalhães reconheceu que essa terra tinha sua própria vocação para o progresso.

No desenrolar de sua história, o comércio se tornou cada vez mais crescente com a capital e isso contribuiu com sua consolidação como centro urbano. Depois, a indústria veio a lhe emprestar a designação de Cidade Industrial.

Interessante observar que nos momentos em que aumenta a ligação com a capital, Várzea Grande ganha novo impulso em seu desenvolvimento. Foi assim com a construção da primeira ponte entre as duas cidades, em 1942, e com a construção do Aeroporto Internacional Marechal Rondon, que teve sua primeira pista inaugurada em 1956. E não será diferente agora, com as várias obras em curso que aumentarão essa ligação.

Contemplada com parte das obras da Copa 2014, Várzea Grande vive um momento paradoxal. Ao mesmo tempo em que recebe uma nova e moderna ligação com a capital, por meio do VLT, que recebe um novo aeroporto (ampliado e reestruturado), novas pontes e novas vias de acesso a Cuiabá, atravessa uma crise de liderança que se arrasta já há muito tempo. O que vemos é um esgotamento do modelo de governança das elites que se alternaram no poder até aqui. A cidade e seu povo precisam respirar novos ares.

Mesmo com um povo lutador, formado por vários matizes, a nossa querida Várzea Grande ainda carece de enfrentar seus dilemas e encontrar seu caminho para o desenvolvimento sustentável. Se a cidade é industrial, é também de trabalhadores, pois sem estes não existe indústria. E cabe exatamente a esses setores populares a missão de rescrever a história da cidade, promovendo políticas públicas que levem benefícios principalmente aos que mais delas precisam e mudem o rumo apregoado pelas elites dirigentes até os nossos dias.

A construção de um projeto de desenvolvimento de caráter popular, que tenha em seu seio a participação e a construção dos trabalhadores, de empresários progressistas, de sua intelectualidade, de sua juventude aguerrida e das forças políticas comprometidas com umnovo arranjo urbano em que, ao mesmo tempo em que reforça sua integração com a irmã Cuiabá, percorra o seu caminho próprio de desenvolvimento e recupere sua autoestima e protagonismo na história de Mato Grosso.

Este presente ainda devemos a nossa Várzea Grande. Nós podemos mais!

Cesar Delgado, historiador, funcionário dos Correios e presidente do PCdoB em VárzeaGrande.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Senado institui cotas de 20% para negros nos próximos concursos


No dia em que o Brasil comemora 126 anos da abolição da escravatura, a Mesa Diretora do Senado decidiu instituir cotas de 20% para negros nos concursos públicos para contratação de servidores e nos contratos de terceirização.


Instituto Luiz Gama
Cota para negros. Foto: Instituto Luiz Gama

“Nós estamos reservando a partir de agora, em todo concurso público para servidor do Senado Federal e em contrato de terceirização também, uma cota de 20% para resgatarmos as contas que nós temos com os afrodescendentes”, disse o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

Segundo Renan, como as contratações para cargos comissionados obedecem a critérios relacionados à confiança, não é possível instituir a obrigatoriedade das cotas. “A lei regulamenta o que é comissionado, é cargo em comissão, em confiança. E aí se recomenda que a regra seja estendida para isso”, disse.

Ao anunciar a decisão aos colegas em plenário, o presidente do Senado disse que a medida tem o objetivo de fomentar um “Brasil mais justo e mais igualitário”. As cotas serão instituídas a partir de novos concursos. A regra não vale para concursos em andamento ou contratos já firmados para fornecimento de mão de obra terceirizada para o Senado.

Fonte: Agência Brasil

PCdoB convoca Convenção Eleitoral

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB), realizará no próximo dia 27 de Junho sua Convenção Eleitoral Nacional, em Brasília. Leia abaixo a integra do edital de convocação.

Filiação

A Comissão Política Nacional do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil, no exercício das atribuições previstas no art. 15 e na alínea “a” do art. 23, combinado com o que estabelece a alínea “e” do artigo 22 e os artigos 25 e 29, todos do Estatuto do Partido Comunista do Brasil - PC do B CONVOCA a Convenção Eleitoral Nacional do PCdoB, a realizar-se no dia 27 de junho de 2014, das 10 às 17 horas, no auditório Petrônio Portela do Senado Federal, Praça dos Três Poderes, Brasília, Distrito Federal, de acordo com o que estabelece o presente Edital:

Art. 1º A Ordem do Dia da Convenção Eleitoral Nacional do PCdoB convocada nos termos deste Edital será constituída dos seguintes temas:
I. Deliberação sobre os(as) candidatos(as) a Presidente e Vice-Presidente da República, para a eleição de 05 de outubro de 2014;
II. Participação em coligação nacional para a eleição de Presidente e Vice-Presidente da República na eleição de 05 de outubro de 2014;
III. Pontos programáticos do PCdoB para a campanha.

Art. 2º - A Convenção Nacional deliberará mediante voto aberto, único e intransferível, por maioria simples dos presentes e será constituída:
I. Pelos membros do Comitê Central;
II. Por delegados(as) indicados(as) pelos Comitês Estaduais e do Distrito Federal;
Parágrafo Único - Cada Comitê Estadual e do Distrito Federal poderá indicar até dois delegados em reunião que deverá realizar-se até o dia 11 de junho de 2014, lavrando-se em ata suas decisões.

Art. 3º O presente Edital será divulgado na página eletrônica do Partido Comunista do Brasil, disponibilizada na rede mundial de computadores.

São Paulo - SP, 09 de maio de 2014.



José Renato Rabelo
Presidente

Faltam 30 dias para o fim do mundo

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

A um mês da Copa, o distinto amigo e a querida amiga tomem seus assentos e preparem-se para assistir o maior espetáculo da Terra.

Durante 30 dias, você verá os jornais dedicados a dizer que a Copa do Mundo será um desastre.

Não pense que é porque o Neymar se recupera de uma contusão ou o Fred vive morrendo de medo de outra.

É que a infraestrutura brasileira estará um caos.

Os aeroportos não vão funcionar.

As vias de acesso não estarão prontas.

Os estádios estarão mambembes.

Os velhinhos feito eu vão se lembrar de Hardy Ha-Ha, a hiena que fazia par com um leão do qual não me lembro o nome.

O complexo de vira-latas está à solta na grande mídia.

Como o auxílio luxuoso da imprensa da metrópole colonial, como a der Spiegel, que narra que hoje há um Brasil selvagem – chega a dizer que os jogos terminarão em pancadaria nas ruas, com funcionários da Fifa e políticos sendo perseguidos por multidões na ruas – e, contraste com o Brasil de antes, idílico, onde até os mendigos frequentavam o Maracanã…

Um prato para a classe média que acha que “O Brasil é uma merda, mesmo”, absolutamente convencida de que “o Brasil é uma merda, mesmo”.

Não tem importância que o Brasil tenha, hoje, um volume de intervenções urbanas que jamais se viu, como diria o Lula, que “nunca antes, na história deste país” ocorreu.

Não tem importância que, desde os tempos do “milagre econômico” – na ditadura, quando morrer operário, remover pobre e devastar meio-ambiente não eram problemas para a “imprensa livre” – a malha de transportes das cidades brasileiras não sofra tanta transformação.

Nem que elas tenham sido feitas dentro de um espírito federativo que delegou a Estados e Prefeituras a execução direta das obras.

O importante é pintar um cenário de caos.

A empreiteiras adoram a mídia brasileira: quanto mais pressão, mais dinheiro.

Só que, daqui a 30 dias, quando a Copa começar, tudo vai funcionar.

Com um improviso aqui, outro ali, mas com todo o essencial funcionando.

Outras, que dizem respeito mais ao tal “legado” que à realização dos jogos, sendo concluídas.

Mas é preciso criar um clima para garantir o que “está difícil”, a tal multidão enfurecida.

Ou, então, torcer para que, por culpa do Governo Dilma, a contusão do pé esquerdo de Neymar não fique boa, ou alguém acerte um tostão na coxa de Fred no próximo jogo do Brasileirão.

Sai prá lá… urucubaca..

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Propaganda do PCdoB vai ao ar nesta quinta em rede nacional

A propaganda partidária do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) será apresentada em rede nacional de rádio e televisão nesta quinta-feira (8) às 20h30 na TV e às 20 horas nas rádios em todo o país. Além de abordar a trajetória de luta do Partido mais antigo do país – 92 anos -, e reafirmar o projeto nacional de desenvolvimento para o Brasil, a publicidade tem como mote uma campanha de filiação partidária.

Por Eliz Brandão, da Redação do Vermelho

Através de suas lideranças e com um jingle incentivador “Vem com a gente, vem pro PCdoB” ele conclama os jovens, os trabalhadores e as mulheres a participarem da luta política por um Brasil melhor.


Em linguagem ampla, a propaganda apresenta a posição do PCdoB, que é um partido ideológico e sua busca pelo Socialismo num caminho de união, de fortalecimento das lutas populares e na defesa de uma proposta mais avançada para o povo.

O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, e a vice-presidenta, deputada federal (PE) Luciana Santos, assim como o ministro do Esporte, Aldo Rebelo participam do programa apresentando as lutas do PCdoB para a continuidade do avanço civilizatório, e chamam a atenção para uma encruzilhada política que vivemos em um ano eleitoral. “Nos últimos 12 anos o Brasil passou por mudanças significativas. Nossas conquistas não apenas econômicas, mas também sociais nos consolidaram como uma nação forte, influente e democrática. Uma nação reconhecida e respeitada em todo o mundo. Hoje o Brasil está numa encruzilhada. Ou seguimos em frente lutando pelos avanços necessários ou andamos para trás”, expõe Renato.

A líder do PCdoB na Câmara, Jandira Feghali apresenta um conjunto de reformas estruturais democráticas defendidas pelo PCdoB para o avanço do país, como as reformas política, na educação, agrária, urbana e da comunicação.

A deputada federal pelo Acre, Perpétua Almeida, aborda o tema da participação feminina e reafirma a posição do Partido lutando pela ampliação e o fortalecimento da representação feminina na política. “O PCdoB é um partido que sempre apoiou a mulher e a importância de seu papel na sociedade. Hoje, o partido se orgulha de ter proporcionalmente a maior bancada feminina do Congresso Nacional”, ressalta Perpétua.

Flávio Dino, pré-candidato a governador no Maranhão, enfatiza que todos precisam combater as desigualdades que ainda existem no Brasil e gerar mais oportunidades. “O Estado tem obrigação de combater a violência que destrói famílias e toma conta das nossas cidades. E a população tem o direito à segurança pública”, diz ele. Flávio ressalta ainda a necessidade de investimento em projetos sociais transformadores e o fortalecimento da luta por justiça e paz.

A voz dos trabalhadores incentivando as lutas sociais é apresentada pelo presidente nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adílson Araújo.


Lideranças da juventude, como Virginia Barros, presidenta da UNE, Bárbara Melo, presidenta da Ubes e André Tokarski, presidente da UJS e secretário de juventude do PCdoB, abordam temas que falam sobre a luta do PCdoB por um Brasil melhor, com educação de qualidade e para todos, com cultura, arte, esporte e avanços sociais.

A deputada estadual pelo PCdoB de São Paulo Leci Brandão e o vereador paulistano Netinho de Paula, ambos músicos, dão o tom harmônico da propaganda, conclamando a população a participar da política e se filiar ao partido comprometido com as causas sociais.

A propaganda partidária, que inclui as inserções de 30 segundos e o programa de 10 minutos, foi produzida pelo publicitário Marcelo Brandão, sob a direção política do secretário nacional do PCdoB, José Reinaldo Carvalho, e a direção executiva de Eliz Brandão.

Nesta quinta-feira (8), a partir das 20h30, o Portal Vermelho disponibilizará a propaganda para baixar.


Link: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=241603&id_secao=1

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Renato Rabelo faz pronunciamento durante Encontro Nacional do PT

O PCdoB prestigiou o 14º Encontro Nacional do PT, inaugurado nesta sexta-feira (2) na capital Paulista. Na ocasião, a presidenta Dilma Rousseff teve sua pré-candidatura à presidência da República anunciada. O presidente do PCdoB, Renato Rabelo fez um pronunciamento em apoio à decisão.

De acordo com Renato, Dilma é a melhor pessoa para continuar garantindo os direitos já conquistados pelos brasileiros nos últimos onze anos e, principalmente, seguir avançando no rumo certo, aberto por Lula em 2002.

Confira o pronunciamento na íntegra:

"Oportuna a iniciativa do PT de expor e propor diretrizes de um Programa de Governo. O momento exige o esforço de continuar a rica e proveitosa experiência de governo iniciada por Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, e agora impulsionada pela presidenta Dilma Rousseff.

Hoje, é preciso identificar qual a etapa atual que atingimos, para saber ir adiante rumo às mudanças necessárias para o avanço democrático, o crescimento sustentado mantendo a distribuição de renda, a afirmação soberana do Brasil e progresso da integração com nossos vizinhos na América do Sul.

A etapa atual alcançada não é a mesma do início da caminhada, porquanto o Brasil mudou significativamente: mais de 80% da população melhorou a sua vida, houve considerável ascensão social de mais de 40 milhões de pessoas. O Brasil está entre os países de maior mercado interno do mundo, é hoje a sétima economia do mundo, segundo o critério de poder de compra da população.

No âmbito mundial, a grande crise financeira e econômica se desdobra a mais de 6 anos sem um desfecho previsível – crise sistêmica – que atinge a todos – agora, de forma mais aguda, os países em desenvolvimento.

Diante dessa nova realidade objetiva -- nacional e globalizada – torna-se uma exigência candente o desafio de definir um Projeto atualizado, com diretrizes fundamentais, e prioridades de governo para responder as novas exigências de uma sociedade que avançou, e quer seguir avançando; de um país que cresceu em sua dimensão e sua afirmação soberana na inserção internacional, a responsabilidade do Brasil aumentou podendo ser um sujeito importante na geopolítica de um mundo multipolar, de desenvolvimento dos povos e de paz. Este Projeto atualizado é uma necessidade para renovar a perspectiva e a esperança.

Do ponto de vista do PCdoB, temos defendido que é a hora de começar ou concluir reformas democráticas fundamentais no âmbito do Estado, como a Reforma política democrática, com ampla participação popular, a democratização dos meios de comunicação, superando a existência em nosso país do monopólio de propriedade dos meios de comunicação (trata-se de uma excrescência); reformas estruturais, como a Reforma

Tributária progressiva, que tribute a renda, Reforma Urbana que dê resposta a crise urbana que se avolumou,sobretudo dos grandes centros. A conclusão da Reforma Agrária e o fortalecimento da propriedade familiar no campo.

Uma Estratégia de crescimento para essa nova etapa, considerando as prioridades de governo e metas a serem perseguidas, como temos exposto nas últimas Resoluções da Direção Nacional do PCdoB. Tais como: elevação do investimento e da produtividade da economia; Política macroeconômica que garanta esses objetivos; Metas de integração territorial do Brasil, num grande esforço de estender a infraestrutura básica e logística do país; de reurbanização dos grandes centros e de alcance dos serviços públicos de qualidade.

A virulência e o dilema do consorcio oposicionista no Brasil. Os partidos da oposição escondem seu projeto real, se concentrando o fogo de seus ataques na tentativa de desacreditar a presidenta Dilma e desconstruir seu governo. Em verdade, o sistema de oposição demonstra que vive duro dilema, porque o Brasil já é outro. Assim os principais candidatos da oposição, em função dos seus compromissos dominantes, se assumem como os únicos que podem garantir os compromissos das exigências dos grandes círculos financeiros e seguir as prédicas neoliberalizantes. Daí o dilema: ora aparecem dizendo que é preciso usar “remédio amargo”, “medidas impopulares” para corresponderem aos seus fiadores; ora para disfarçar diante do povo, num extremo contorcionismo, em face da disputa eleitoral, dizem que vão garantir a atual política de aumento real do salário mínimo e aumento do Bolsa Família.

Ora pois, os seus compromissos e os gestores dos programas dos principais candidatos da oposição não admitem tais medidas, consideradas por todos eles enfaticamente como veleidades “populistas”. Nos seus verdadeiros programas é inconcebível caber: aumento real de salário, maior oferta de empregos, crescimento do investimento social, maior oferta de crédito pelo Bndes e Bancos estatais, etc.

O centro de seus programas está na dura austeridade fiscal para conter a suposta “gastança” nestes últimos 11 anos – leia-se corte drástico dos investimentos sociais. No fundo, eles defendem que o Brasil deva passar até mesmo por uma recessão para solucionar as questões atuais. É a mesma receita dominante neoliberal, de resgate da oligarquia financeira global – responsável pela grande crise capitalista -- aplicada neste momento na Europa, que se traduz em duro arrocho salarial, desemprego aberto, perda de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários.
A investida das forças conservadoras -- de grandes grupos da mídia e partidos oposicionistas -- chegou a um auge neste momento. Demonstra sua exasperação, usam sem limites sua ação oposicionista insolente, do quanto pior melhor, contra o Brasil, para conter a qualquer custo uma quarta vitória das forças democráticas e populares.

Não podemos subestimar essa investida, que exige das forças democráticas e populares um enfrentamento à altura. Para isso, é imprescindível a unidade da base de apoio aliada e, sobretudo, das forças de esquerda, das organizações do movimento social em torno da liderança da presidenta da República, Dilma Rousseff, a fim de alcançarmos a vitória da sua reeleição neste ano. A opção do PCdoB é em torno do Projeto para o Brasil atual. Estamos convictos que a alternativa dos principais candidatos oposicionistas é uma volta aos paradigmas e ao modelo neoliberal da década de 1990. O Brasil já é outro! O desafio agora é levar adiante o que alcançamos nesses últimos 11 anos de mudanças avançadas no Brasil. Por conseguinte, um Projeto de mais democracia, mais desenvolvimento, mais progresso social. Não o contrário, não o retrocesso. A maioria da nação não aceita uma volta atrás.

Temos confiança na vitória.


Renato Rabelo
Presidente do Partido Comunista do Brasil"

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Ibope: Apesar de perder eleitores, Dilma seria reeleita no primeiro turno

No cenário em que enfrenta o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador Eduardo Campos (PSB), a intenção de voto da presidenta caiu de 43% de março para 39%

por Redação — publicado 17/04/2014 18:37, última modificação 17/04/2014 18:59

dilma

Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira 17 mostra que a presidenta Dilma Rousseff (PT) perdeu eleitores. De acordo com a consulta, divulgada pelo portal do jornal O Estado de S. Paulo, as intenções de voto caíram em todos os cenários.

No cenário em que enfrenta o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), a intenção de voto da presidenta caiu de 43% que apresentava em março para 39% agora, em abril. Já no cenário que inclui pré-candidatos dos pequenos partidos, Dilma foi de 40% de intenções de voto em março para 37% em abril.

Já o senador Aécio Neves (PSDB) oscilou de 13% para 14%, enquanto Eduardo Campos (PSB) se mantém com 6%, e o pastor Everaldo (PSC) foi de 3% para 2%. A soma dos demais pré-candidatos que era de 1% em março, agora dá 3%.

Ainda assim, se a eleição fosse hoje, a presidenta seria reeleita no primeiro turno, pois seus 37% de intenção de voto superam a soma de todos os seus adversários (25%). Além disso, as taxas de eleitores que pretendem votar em branco ou anular (24%) ou que não sabem dizer em quem votarão (13%) seguem altas.

No cenário em que enfrentaria Dilma e Campos, Aécio foi de 15% para 16%. Já Campos passou de 7% em março para 8% em abril. A taxa de branco e nulo foi de 25% para 26%.

Quando Eduardo Campos é trocado por Marina Silva como candidata do PSB, a intenção de voto em Dilma também cai. No cenário com os nanicos, a petista foi de 40% para 37%, Marina passou de 9% para 10% (enquanto Campos tem 6%), Aécio foi de 13% a 14%, o pastor Everaldo permaneceu com 2%.

Segundo turno. Quando o assunto é segundo turno, a presidenta continua ganhando de todos os adversários: Dilma venceria Aécio por 43% a 22%; Marina por 41% a 25%; e Campos por 44% a 17%.

A pesquisa foi feita com base em 2.002 entrevistas, realizadas entre 10 e 14 de abril, em 140 municípios de todas as regiões do País. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Graça Foster explica aos senadores compra de Pasadena

Parlamentares, jornalistas e assessores lotaram a audiência que o Senado realizou, nesta terça-feira (15), para ouvir a presidenta da Petrobras, Graça Foster, sobre denúncias de prejuízos para a estatal no negócio de compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Segundo ela, o planejamento da compra foi feito numa época em que era necessário ampliar o parque de refino da empresa para processar principalmente o óleo pesado extraído do Campo de Marlin.

A presidenta da Petrobras, Graça Foster. Foto: Tânia Rêgo/ABr

De acordo com Graça, o óleo pesado vale menos e é preciso agregar valor ao produto, o que requer uma refinaria mais complexa. "Seria interessante refinar esse petróleo fora. A orientação era expandir a capacidade de refino em sintonia com mercados locais. Tínhamos que agregar valor ao óleo pesado", explicou.

A executiva lembrou que a refinaria está no maior mercado consumidor de gasolina no mundo, que é os Estados Unidos, onde são consumidos 8,5 milhões de barris por dia. O Brasil consome 736 mil; o Japão, um milhão.

O negócio da Petrobras nos Estados Unidos foi questionado porque, em 2006, a companhia pagou US$ 360 milhões por 50% da refinaria de Pasadena, um valor bem superior ao pago um ano antes pela belga Astra Oil pela refinaria inteira: US $42,5 milhões. Dois anos depois, uma decisão judicial obrigou a estatal brasileira a adquirir os outros 50% por mais de US$ 800 milhões.

A presidente da Petrobras admitiu que “não há como reconhecer hoje ter sido um bom negócio. Isso é inquestionável do ponto de vista contábil”, disse, destacando que Pasadena é apenas um dos negócios da Petrobras. “Um bom projeto no início e que se transformou num projeto de baixa probabilidade de retorno”, afirmou.

Graça Foster disse, no entanto, que a refinaria atualmente opera com segurança e, nos três primeiros meses deste ano, apresentou resultado positivo, graças principalmente à melhor performance operacional.

Omissão

Em 2006, a petrolífera nacional pagou US$ 360 milhões por 50% da refinaria de Pasadena, um valor superior ao pago um ano antes pela belga Astra Oil pela refinaria inteira: US$ 42,5 milhões. Dois anos depois, um processo arbitral nos Estados Unidos a levou a adquirir os outros 50% por US$ 820 milhões, devido a um contrato assinado, segundo o qual, se houvesse desentendimento entre os sócios, a Petrobras seria obrigada a ficar com a outra metade.

Segundo a presidenta da Petrobras, quando decidiram fechar o negócio, os conselheiros não foram informados dessa cláusula que obrigava a compra dos outros 50% da refinaria. “Não seguiu para o Conselho (Administrativo) o resumo executivo completo. Não havia menção a cláusulas importantes. Foi aprovada a compra de 50% de Pasadena, uma parceria com o grupo Astra, uma divisão de riscos. Esse foi o objeto do negócio”, explicou, referindo-se às cláusulas que garantiam rentabilidade de 6,9% à sócia Astra Oil e à obrigação de compra da metade da sócia, em caso de discordância sobre investimentos.

Números positivos

Ao apresentar números da empresa, ela disse que a Petrobras teve 1% de aumento no lucro líquido de 2012 para 2013, ao passo que outras concorrentes, como Exxon e Shell, registraram queda de 27% e 39%, respectivamente.

“Elas perderam por causa da queda de produção, da queda de mercado e dos custos elevados. Aliás, esse é um grande problema de todos nós que atuamos no setor”, afirmou Graça Foster, enfatizando que os níveis de investimento estão mantidos no mesmo patamar de outras gigantes do setor e a previsão de produção de 4,2 milhões barris de óleo por dia em 2020 está mantida.

Após a apresentação da presidenta da Petrobras, os senadores fizeram o debate esperado. A oposição criticando a empresa e os governistas defendendo a Petrobras. O senador Aníbal Diniz (PT-AC) apresentou os números que demonstram crescimento de investimentos, produção e lucro da empresa no período de 2002 a 2012. “Números incontestáveis que demonstram que a diretoria tem esmero na condução da empresa”, disse o senador.

Ele disse que há excesso de zelo da presidenta da Petrobras ao admitir que a compra de Pasadena foi um “mau negócio”. Segundo ele, se o negócio hoje parece pouco atraente, na época, através do Conselho (Administrativo), pautado por informações das consultorias, havia viabilidade.

O senador ainda criticou a oposição de “querer bancar de profeta do fato consumado.”

De Brasília
Márcia Xavier
Com Agência Senado

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Oposição tem medo da CPI ampla

Por Miranda Muniz

Recentemente, as ditas “oposições” conseguiram o número de assinaturas para instaurar a tal CPI da Petrobrás, sob o argumento da necessidade de investigar a compra da refinaria da Pasadena (EUA) e outras supostas irregularidades que teriam ocorrido na empresa.

Escondendo por trás desse argumento falacioso, já que todos esses fatos já estão sendo investigados pelo Ministério Público, Polícia Federal e CGU (Controladoria Geral da União), o verdadeiro sentido da referida CPI seria transformá-la num instrumento de campanha política, algo danoso à própria empresa.

Entretanto, por falta de uma articulação mais efetiva, a base governista não conseguiu barrar a tal CPI. Daí, a base resolveu transformar o “limão numa limonada” e, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a maioria dos membros resolveram ampliar a CPI, para também investigar o chamado “Cartel do Metrô de São Paulo”, irregularidades no Porto de Suape e denúncias envolvendo o Ministério da Ciência e Tecnologia, na gestão do PSB.

Isso foi o suficiente para as “oposições” entrarem em pânico. Mesmo antes do plenário da CCJ apreciar o requerimento da CPI e temendo que fosse derrotada com sua ampliação, um grupo de senadores foram até o Supremo Tribunal Federal, no intuito de acioná-lo para evitar que a maioria dos senadores pudesse aprovar uma CPI ampliada. Essa “marcha cívica e ética” até o STF, foi liderada pelos senadores Aécio Neves (PSDB) e Agripino Maia (DEM), entre outros senadores demo-tucano, de braços dados com os senadores Randolfo Rodrigues (PSOL), Pedro Taques e Cristovão Buarque (ambos do PDT).

Depois, na reunião da CCJ, quando pressentiram a derrota, bateram em retirada do plenário, denunciando “golpe”!

O mais engraçado, é que o PSDB esquece que, em 1988, o seu atual guru Fernando Henrique Cardoso (FHC), na época senador do PDMB, defendeu e apoiou a aprovação de uma CPI como objetivo identificar responsabilidades “na administração pública” e em decorrência “de qualquer tipo de corrupção". Portanto, uma “CPI ampliadíssima”, nos mesmos moldes da que foi aprovada na CCJ e que agora, o PSDB de FHC e as demais “oposições” alegam que seria “golpe”.

A palavra final sobre essa polêmica será dada pelo Supremo Tribunal Federal.

Para a “oposição” a CPI só pode valer apenas para questões que envolva diretamente o governo federal. Investigar o “Propinoduto tucano do metro de São Paulo”, que, segundo o promotor de justiça que está apurando o caso, Marcelo Mendroni, envolve “milhões, talvez bilhões”; o superfaturamento do Metro do Distrito Federal (sob o governo do demo José Roberto Arruda) e as denúncias envolvendo o Porto de Suape, na gestão do neo-oposicionista e presidenciável do PSB Eduardo Campos, nem pensar!

Assim, fico bastante claro o caráter ético e moral “seletivo” dos participantes da “marcha cívica até o STF”. Ou como diz o ditado cuiabano: “é o rabudo querendo falando mal de cotó.”

Portanto, entendo que o melhor, até por economia de tempo e dinheiro, é aproveitar a CPI e fazer uma ampla investigação, como bem afirmou o presidente do Senado Renan Calheiros “ora, como o Congresso vai investigar a Petrobrás, e eu acho que deve investigar sim, e não vai investigar o Cartel do Metro de São Paulo, o Porto de Suape, a corrupção que houve com o dinheiro público no Ministério de Ciência e Tecnologia, que pagou inclusive marqueteiros nas campanhas eleitorais? Vamos aproveitar e investigar tudo”.


Miranda Muniz – agrônomo, bacharel em direito, oficial de justiça-avaliador federal, diretor de comunicação da CTB/MT – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil e secretário sindical do PCdoB-MT

quarta-feira, 9 de abril de 2014

O xadrez eleitoral de 2014

Editorial do jornal Brasil de Fato:

A eleição para a Presidência da República do Brasil em 2014 aos poucos vai ganhando contornos de uma disputa acirrada e decisiva. Acirrada porque as forças neoliberais jogam todas as suas fichas na derrota da presidenta Dilma e, por isso mesmo, nesse momento, fazem uma forte ofensiva contra a imagem do governo federal ao pautarem a CPI da Petrobras. E, decisiva, porque o resultado das eleições presidenciais influenciará diretamente na correlação de forças na América Latina.

O neodesenvolvimentismo vigente nos governos Lula e Dilma não politizou e nem inseriu suas conquistas socioeconômicas em torno de um projeto político vinculado à necessidade de organização de uma base social de massas. Melhorar a vida do povo evitando ao máximo o conflito de classes, nisso consiste o caráter ideologicamente conservador do neodesenvolvimentismo. Não é para menos. Hegemonizada pela burguesia interna e institucionalmente pelo PMDB e aliados, a frente neodesenvolvimentista tem como base um sistema político carcomido, avesso às reformas estruturais pendentes na sociedade brasileira.

O fato é que os governos Lula e Dilma ao não demarcarem suas conquistas dentro de um projeto político com conteúdo ideológico de esquerda, abriram espaço para que as candidaturas oposicionistas disputem com relativa facilidade parte do eleitorado beneficiado com as políticas neodesenvolvimentistas. Mais do que isso. O neodesenvolvimentismo colocou novos personagens na cena política brasileira. Trata-se da recomposição da classe trabalhadora e de uma nova geração de jovens que emergiu nos últimos anos.

A presidenta Dilma e sua candidatura devem priorizar responder às demandas destas forças sociais reoxigenadas que colocam e atualizam demandas históricas da classe trabalhadora. Novas forças sociais que certamente têm o potencial de recolocar na agenda da sociedade brasileira as reformas estruturais pendentes. Não existe vácuo na política. Se a candidatura da presidenta Dilma e seu programa de governo não conseguirem abrir um canal de diálogo com estas forças sociais renovadas, as candidaturas oposicionistas poderão canalizar eleitoralmente, mesmo que na base da retórica, o desejo de aprofundamento das mudanças latente na sociedade brasileira.

A tragédia disso tudo é a pobreza de ideias nesse momento que precede as eleições presidenciais. O pré-candidato do PSDB, o tucano Aécio Neves e seu cabo eleitoral, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, propõem uma agenda regressiva, neoliberal, para o Brasil com o tal choque de gestão, independência do Banco Central e privatizações. Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (REDE) até o momento estão presos na retórica de que é preciso pensar o Brasil, debater programa, mas de concreto não apresentaram nada. Já a presidenta Dilma encontra-se num dilema. O aprofundamento das mudanças requer medidas estruturais no campo da economia, da distribuição de renda, da democratização da propriedade da terra etc., que certamente entram em rota de colisão com interesses de classes de seus aliados conservadores que giram em torno do PMDB.

Mesmo assim, a tendência é que estas eleições sejam mais politizadas e polarizadas. Não por causa dos candidatos que, sem dúvida, têm preferência pelo marketing eleitoral, mas devido à convergência de dois elementos: novos fatos e iniciativas políticas ocorrerão até outubro e por causa do desejo de aprofundamento das mudanças, latente na sociedade brasileira.

Nesse sentido, recompor a força da esquerda brasileira e canalizar o potencial organizativo da jovem classe trabalhadora e desta nova geração de jovens que saiu às ruas em junho, são tarefas prioritárias para os próximos meses. E o ponto de partida para isso é buscarmos pautar as eleições na perspectiva de combinarmos a luta de massas com a luta pela constituinte do sistema político.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Prefeita em exercício de SP se reúne com Fórum das Mulheres Trabalhadoras




Na manhã desta terça-feira (8), a prefeita em exercício de São Paulo, Nádia Campeão, participou de uma reunião promovida pelo Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT), na sede da CTB na capital paulista.

Nádia ouviu as demandas das sindicalistas e falou sobre as ações da administração municipal neste sentido.

“Avaliamos que para a luta em defesa da emancipação das mulheres trabalhadoras ter repercussão nós devemos fazê-la com mais eficiência em São Paulo”, frisou a secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, Ivânia Pereira ao fazer a abertura da mesa de debate.

Segundo a representante da UGT, Cássia Macari, o propósito da audiência com Nádia é justamente o de levar o fórum – composto pela FS, UGT, CTB e NCST – um espaço para fazer o debate sobre as demandas das trabalhadoras.

Pela NCST, Soninha, destacou que a primeira Delegacia da Mulher foi instalada no estado de São Paulo ela acredita que é preciso construir mais políticas públicas para estreitar os laços das centrais sindicais com a prefeitura e falou sobre as campanhas que estão sendo feitas em Brasília no combate à violência contra a mulher no transporte público.

Carmelita Sousa , representando a FS, falou sobre as demandas das mulheres e da importância do trabalho conjunto juntas em prol da defesa das mulheres.

As sindicalistas reivindicaram a criação de um fórum, pela prefeitura de São Paulo, onde todas as centrais sindicais participassem, para discutir a política implementada “trazer a contribuição da classe trabalhadora para discutir autonomia econômica e relações compartilhadas e a violência que as mulheres enfrentam em seu cotidiano”.

Em sua exposição, Nádia Campeão, avaliou que as mulheres avançaram, mas ainda tem um caminho complexo. Sobre o conservadorismo da sociedade brasileira ela citou a pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no qual apontou que 65,1% da sociedade culpa a mulheres vítimas da violência sexual por usarem roupas curtas “isso deixou todo mundo de cabelo em pé”, enfatizou. Após a repercussão do estudo o dado foi corrigido para 26%.

Ela abordou em sua fala a presença das mulheres nos cargos de responsabilidade, nas diversas profissões. “Quando comparamos com países da América do Sul têm mais igualdade na questão de participação política das mulheres, para não falar em países da Europa que é quase meio a meio”.

“Estamos procurando abrir mais espaços para esses caminhos da mulher e somar mais com essa luta” destacou ao falar sobre a criação da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres. Ela destacou que é essencial mater diálogo com as mulheres dos sindicatos e das centrais. "Acho a ideia do fórum muito boa queremos que a secretaria seja forte que represente anseios"

Nádia propôs uma ação em resposta à violência no transporte público. “Eu topo ir”, afirmou. Ela sugeriu postos de denuncia nos terminais para que as denúncias de abuso sejam feitas no momento do fato. Podemos cobrar que a prefeitura e o governo do estado fizessem essa campanha com os movimentos.

No fim do encontro Nádia Campeão se comprometeu a levar as reivindicações apresentadas na reunião para a secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Denise Motta Dau. “essa parceria é muito bem vinda posso levar essas e outras questões para examinarmos e fazer o contato mais específico com a secretária”, disse.

Portal CTB

Vala Comum: documentário revela o destino dos mortos pela ditadura no Brasil

Em 1994, João Godoy realizou 'Vala Comum', sobre 1.049 ossadas encontradas em uma cova no cemitério Dom Bosco, criado na gestão Paulo Maluf.

Gérson Trajano


Vala comum é uma cova normalmente localizada em cemitérios onde um conjunto de cadáveres não identificados é enterrado sem nenhuma cerimônia, sem o conhecimento dos familiares e sem nenhum registro oficial. Vala Comum é o titulo do filme que João Godoy realizou em 1994 sobre 1.049 ossadas encontradas em uma cova no cemitério Dom Bosco, no bairro de Perus, periferia de São Paulo.

Em princípio, seis presos políticos deveriam estar enterrados nessa vala: Denis Antonio Casemiro, Dimas Casemiro, Flávio Carvalho Molina, Francisco José de Oliveira, Frederico Eduardo Mayr e Grenaldo de Jesus Silva, mas a exumação mostrou o indício de outros desaparecidos políticos.

O documentário de Godoy traz os depoimentos Egle Vannuchi Leme, Felícia Oliveira, Gertrud Mayr, Gilberto Molina e Ivan Seixas. Gilberto é irmão de Flávio Molina, morto em 1971, Ivan é filho de Joaquim Alencar Seixas, que foi preso e torturado junto com o seu pai, e Gertrud é mãe de Frederico Mayr. Já Egle Leme é mãe de Alexandre Vannuchi e Felícia é mãe e Isis Oliveira. Todos assassinados pelo governo militar instalado no Brasil em 31 de março de 1964.

Emocionada, Egle conta que só ficou sabendo que Alexandre estava preso através de um telefonema anônimo. “Foi o meu filho caçula, José Augusto, quem atendeu o telefone, que dizia que Lê – era assim que a gente o chamava lá em casa – estava preso. Se não fosse esse telefonema, nunca saberíamos o paradeiro do meu filho. Ele seria mais um desaparecido político”.

Vannuchi foi detido, torturado e morto nas dependências do DOI-Codi, em março de 1973. Estudante do curso de Geologia na Universidade de São Paulo (USP), militante de esquerda, ligado à Ação Libertadora Nacional (ALN), tinha 22 anos quando foi morto. A versão oficial, divulgada pela imprensa, dizia que ele teria sido atropelado por um caminhão na esquina da rua Bresser com a avenida Celso Garcia, no momento em que tentava fugir de um cerco policial.

“Eles me deram até a placa do caminhão e o nome do motorista, mas testemunhas viram meu filho ser arrastado da cela em que foi torturado, todo ensangüentado”, diz Egle.

Ivan Seixas, filho de Joaquim Seixas, diz que seu pai foi o primeiro preso político a ser enterrado em Perus. “Ele era militante do sindicato dos Petroleiros lá no Rio de Janeiro e quando houve o golpe ele chegou em casa muito exaltado. Neste mesmo ano o regime já mostrava a sua cara. 18 pessoas foram mortas sob tortura, mas a versão oficial é de que elas se suicidaram”, afirma.

Pai e filho foram presos em São Paulo no dia 16 de abril de 1971 na altura do número 9.000 da rua Vergueiro. Foram levados para o Doi-Codi. Nesse mesmo dia, à noite, os militares prenderam sua mãe e suas duas irmãs, que ficaram encarceradas por um ano e meio.

No dia seguinte, 17, os jornais publicaram uma nota oficial com a notícia da morte de Joaquim fora morto durante um tiroteio com a polícia. "Isso foi uma farsa, meu pai foi morto sob tortura", afirma Ivan.

Ao mesmo tempo em que são mostrados os depoimentos, o documentário intercala cenas dos presidentes militares prometendo cumprir as leis, promover o bem geral e a integridade do brasileiro. O filme inclui também cenas de uma propaganda oficial que pretendia vender a imagem de uma país forte e que estava se desenvolvendo. Um "pais que vai pra frente".

Tortura e morte – A partir dos anos 1970 a ditadura civil-militar aperfeiçoa o seu aparato repressivo contra os opositores ao regime. A tortura torna-se prática corriqueira nos interrogatórios e várias pessoas contrárias ao governo são assassinadas. Na maioria dos casos, as mortes são ocultadas e os corpos enterrados como indigentes em valas clandestinas.

O cemitério Dom Bosco foi construído pela prefeitura de São Paulo, em 1971, na gestão de Paulo Maluf e, no início recebia cadáveres de indigentes e vítimas da repressão política. Entidades de defesa dos Direitos Humanos e familiares dos desaparecidos já haviam denunciado a existência de uma vala comum na segunda metade dos anos 1970, mas ela só foi descoberta em 4 de setembro de 1990, na administração da prefeita Luiza Erundina.

A vala encontrada no Dom Bosco é uma escavação que possui a largura de uma retroescavadeira, com cerca de 32 metros de comprimento por 3 metros de profundidade, onde foram depositados sacos plásticos com inúmeras ossadas humanas.

Aliados farão novo apelo a Maggi e PMDB defenderá Julier durante reunião quinta-feira

Blairo Maggi admitiu pensar em candidatura após reunião do dia 31
Blairo Maggi admitiu pensar em candidatura após reunião do dia 31

Representantes de 12 partidos que estão na órbita do governador Silval Barbosa (PMDB) e apoiam a presidente Dilma Rousseff (PT) participam na próxima quinta-feira (10.4), em Cuiabá, de reunião para definição de nomes que disputarão as eleições de outubro.

Serão colocados os postulantes aos cargos de deputado estadual e federal, senador e governador. A grande expectativa é com a possibilidade de o senador Blairo Maggi (PR) confirmar sua pré-candidatura do governo.

Sobre isto, o deputado federal Carlos Bezerra (PMDB) ainda mantém cautela. Mas ele não descarta que o senador acabe cedendo às pressões de partidos aliados para que comande o palanque de Dilma no Estado sendo candidato.

“Ele não confirmou ainda publicamente (se será candidato), mas muitos dizem por aí que ele já decidiu, que ele já confirmou. Vamos aguardar o final dos prazos. Enquanto isso iremos definir nomes fortes e capazes dentro destes 12 partidos que formam nossa aliança”, afirmou.

Segundo apurou o Olhar Direto, o PMDB vai apresentar o nome do ex-juiz Julier Sebastião como postulante ao governo do Estado. Aliás, esta manifestação foi feita publicamente pelo próprio Carlos Bezerra na semana passada.

“O PMDB é o único partido preparado para governar o Brasil e Mato Grosso”, disse Bezerra durante o ato de filiação do ex-magistrado ao PMDB, ocorrido em Brasília.

Ainda segundo fontes ouvidas pela reportagem, os partidos encomendaram uma pesquisa interna para avaliar o potencial dos nomes em disputa, entre eles de Julier, o último pré-candidato ao governo que teve seu nome oficialmente lançado.

Outro ponto que pode pesar na decisão de Blairo Maggi é o resultado da pesquisa Vox Pópuli divulgada semana passada em que o senador Pedro Taques (PDT) obtém ampla vantagem sobre outros nomes em uma eventual disputa sem a presença de Maggi no pleito. Blairo Maggi admitiu pensar em candidatura após a reunião do dia 31 com aliados.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

CPI da Petrobras é o novo "mensalão"


Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:


Já está claro: a CPI da Petrobras é o novo Mensalão.

Joaquim Barbosa e companheiros estão de fora desta vez, mas o propósito é exatamente o mesmo: tirar o PT do poder.

Como no Mensalão, a mídia dá um espaço desmedido ao assunto, e mostra vontade zero em esclarecer as coisas.

Ao contrário, o esforço é claramente manipular dados que se ajustem a um quadro em que Dilma e a Petrobras apareçam em situação francamente desfavorável.

Num vídeo, Jabor parecia apoplético. Vomitava números e pedia prisão. Um deputado tucano anda falando em impeachment de Dilma.

Quanto mais as coisas mudam, menos mudam, como se observa ao comparar o Mensalão com a CPI. É o mesmo desespero inescrupuloso da oposição: na falta de votos e de ideias capazes de entusiasmar os eleitores, cede à tentação de um escândalo salvador.

É o caminho mais fácil, mas o menos eficiente, como o Mensalão mostrou.

A voz rouca das ruas, no Mensalão, não acompanhou os magníficos votos dos senhores ministros do STF.

Na verdade, os brasileiros mais simples ficaram com a sensação de que, por trás dos discursos empolados dos juízes, havia uma tentativa de lhes bater a carteira.

Imaginar que com a Petrobras o desfecho possa ser diferente é o triunfo da esperança.

Dilma é uma mulher de sorte. Ela poderia ser atacada pela oposição com base na desconcertante desigualdade que ainda reina no Brasil. Poderiam brandir contra ela a paralisia em relação à regulação da mídia ou a uma reforma tributária que corrija o peso avassalador que pesa sobre os mais pobres pelo foco nos impostos indiretos.

Mas não.

Preferem o circo, a pantomima, o engodo.

Não enganam o povo. Enganam a si mesmos. O povo mudou. Eles continuam iguais. Sorte de Dilma.

Vale a pena brigar com os números?

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

A turma que tem simpatia por Dilma e pelo PT ficou ressabiada com a última pesquisa Datafolha. E há motivos pra isso. O “Tijolaço” e o site 247 – antes mesmo dos números serem divulgados – mostraram que o instituto da família Frias incluíra no questionário muitas perguntas da tal “agenda negativa” (Petrobrás, obras da Copa etc…) e que isso certamente influenciaria as respostas sobre intenção de voto. Não deu outra. Dilma caiu 6 pontos. Só que Aécio e Eduardo Campos não se moveram.

O blogueiro Eduardo Guimarães fez mais: mostrou que a “Folha” usou agora método que condenou em 2010. Naquela oportunidade (maio de 2010), o Sensus já indicava que Dilma passaria Serra, e a “Folha” seguia fiel – ajudando o tucano a segurar o primeiro lugar. E a grande ironia: pra se defender, a “Folha” (em 2010) acusou o Sensus de fazer um questionário muito extenso, com perguntas sobre economia, o que teria favorecido Dilma de forma artificial.

Edu faz bem em relembrar o caso. Mas acontece que, em 2010, algumas semanas depois de bater boca com o Sensus, a “Folha” pôs o rabo entre as pernas e mostrou Dilma em primeiro lugar.

Ou seja, nada impede que – agora, em 2014 - daqui a duas ou três semanas outros institutos apontem a mesma tendência: Dilma cai um pouco, e aumenta o “não-voto” (brancos, nulos e abstenções). A “Folha” pode ter forçado a mão? Quem sabe… Mas se Dilma não tem 38% (como mostrou o jornal), estaria então com 40% ou 41%. Além do mais, num mercado tão competitivo (com outras pesquisas à disposição), se houve “erro” isso logo ficará claro.

O certo é que os apoiadores de Dilma e Lula não fazem bom negócio ao ficarem brigando com os números, via internet. Reparem que Rui Falcão, presidente do PT, deu longa entrevista nesta segunda à mesma “Folha”, e não “denunciou” a pesquisa. Apenas, fez uma leitura realista: apesar do bombardeio das últimas semanas, a petista segue vencendo em primeiro turno.

A pesquisa, aliás, se pode servir de alerta para os dilmistas, é um sinal muito mais preocupante para a oposição. Aécio e Eduardo não são vistos como alternativas para comandar a “mudança” que é o sentimento majoritário do eleitorado. A maioria acha que Lula/Dilma são a melhor opção para operar a mudança desejada. Há portanto um sentimento contraditório entre mudança e continuidade. Sobre isso, e sobre a eleição que imagino será muito disputada, já escrevi aqui (há menos de duas semanas).

Então, humildemente, acho que os apoiadores do lulismo deveriam sim reconhecer que há um relativo mal-estar entre os eleitores – especialmente nas grandes cidades. A mídia velhaca faz o serviço sujo, sem dúvida, poupando os tucanos em São Paulo (falta d´água) e Minas (denúncias de corrupção sempre escondidas). Mas há também dados da realidade: Dilma não domou os juros como prometera. O governo dela tem – como única marca – a continuidade dos programas sociais que vinham de Lula. O país não piorou. Mas parou de melhorar. Essa parece ser a sensação geral, mesmo nas periferias e cidades mais pobres – sempre propensas a votar no PT.

Aliás, se os apoiadores mais afoitos de Dilma ouvissem o que já escutei (em “off”) de petistas graúdos, ficariam menos dispostos a brigar com os números.

A impressão geral (entre lideranças do partido) é que a vitória deve vir, “apesar” dos erros do governo. Um desses petistas disse, literalmente: “a eleição será dura, mas podemos contar sempre com a oposição; ela é tão ruim, mas tão ruim, que faz o serviço pra gente”.

Será?

O DataFolha, além da queda de Dilma, mostra o grau de importância dos apoios de Lula, FHC (e Marina) a seus respectivos candidatos. FHC só empolga 12% dos eleitores. Enquanto 37% dos entrevistados votariam no candidato indicado por Lula.

Quem, em tese, pode complicar o jogo para Dilma? Eduardo Campos. Ele é desconhecido por 42% dos eleitores. E tem 10% das intenções de voto. Na medida em que se torne mais conhecido, é possível que alcance algo em torno de 15%. Aécio também tem potencial para chegar pelo menos a 20%.

Para isso, os dois precisam conquistar o coração do eleitor que não quer votar. Convenhamos: com FHC ao lado, fica difícil pra Aécio. Já Eduardo, se tiver Marina por perto, pode surpreender – sim (18% estão dispostos a votar num nome indicado por ela). Mesmo sem palanques fortes nos Estados, Eduardo tem potencial para crescer.

Imaginemos, portanto, uma eleição em que - depois de iniciado o horário gratuito – Aécio chega a 20%, Eduardo a 15% e os demais candidatos de oposição somados alcançam 5%. Dilma teria que obetr 40% ou 41% dos votos pra faturar no primeiro turno.

Hoje, com todo bombardeio contrário, ela tem na pior das hipóteses 38%. Com uma boa estratégia de comunicação, e o apoio de Lula, pode voltar aos 42% ou 43%? Pode. Mas há o imponderável, há a economia, há a Copa…

Por isso tudo, hoje eu apostaria numa eleição em dois turnos. Com vitória do lulismo (até pelas dificuldades da oposição em construir um novo discurso). O eleitor, em sua maioria, quer mudança. Mas não quer andar pra trás.

sábado, 5 de abril de 2014

Moralismo a serviço da imoralidade

Na iminência do debate eleitoral, a canalhocracia se esforça para grudar em Dilma Rousseff a mancha da corrupção

por Ciro Gomes — publicado 05/04/2014 05:43

Certa feita, fui à sala do presidente da República comunicar que iria romper com ele e com seu partido. Denunciei, entre outras razões, a corrupção sistêmica instalada em seu governo. Na data era o Ministério dos Transportes. O responsável, um quadro do PMDB, claro. A resposta me frustrou muito, mas nunca esqueci. “Ciro, um dia você vai sentar nesta cadeira”, me disse, em tom acadêmico e apontando para a cadeira presidencial. “E aí vai ver que o presidente que não contemporizou com o patrimonialismo, caiu.”

Essa memória me voltou por esses dias com muita força a propósito do esforço que a picaretagem tupiniquim faz para imputar em Dilma Rousseff a tisna da corrupção. É, sem dúvida, a agitação moralista a serviço da genuína imoralidade. Ou, em termos mais populares, são os corruptos na tentativa de arrastar para o seu universo podre uma pessoa clara e insofismavelmente decente.

Quem me acompanha sabe que não sou o maior entusiasta do atual governo. O leitor mais atento conhece minha opinião sobre o grande despudor com que o condomínio PT-PMDB – sejamos justos, partes grandes dele – se entranha nas tetas públicas. Mas não é possível calar diante do despudor com que a canalhocracia assesta suas baterias contra Dilma Rousseff na iminência do debate eleitoral.

E a resposta dos governistas mais apressados apenas provará ao povo brasileiro, especialmente aos jovens, aquilo que o preconceito generalizado afirma para gozo dos plutocratas: não há vida limpa na política brasileira. Vamos investigar também, além da roubalheira na Petrobras, a roubalheira no metrô de São Paulo e a roubalheira no porto de Sua-
pe, em Pernambuco. Teríamos assim, das duas uma: ou todos os três grupos que se preparam para disputar a Presidência da República são igualmente sujos e corruptos, ou, o mais provável, “vamos deixar disso” e arquivar tudo. Em um caso e noutro, irresponsáveis, o que os senhores estão fazendo é enterrar a jovem democracia brasileira.

Essa absurda compra de uma refinaria sucateada nos Estados Unidos foi feita em 2006. Por que a mídia só trata desse assunto agora? Aqui mesmo, neste espaço, em outubro do ano passado, falei mal desse absurdo pela enésima vez sem que ninguém desse a menor bola. Por que agora? Explico. Dilma resolveu confrontar o centro da máfia congressual na Câmara dos Deputados, que eu conheço bastante bem e já denunciei mil vezes sem a menor repercussão.

Em Brasília vive-se em uma ilha da fantasia em que a ladroeira é segredo de polichinelo. Todo mundo sabe, por exemplo, como a Petrobras contrata empresas de prestação de serviços e a quem elas pertencem. E todo mundo sabia que Dilma Rousseff demitiu o grande “operador” petista Sergio Gabrielli e por quê. Todo mundo sabia que foi ele quem comprou a tal refinaria no Texas e que a minuta do “negócio” tinha sido levada ao Conselho de Administração sem as cláusulas aberrantes. Todo mundo sabia que em 2008 Dilma revelara toda sua indignação com o que se processara e, mesmo contra outra cláusula aberrante, levou o Conselho a vetar a compra da outra banda superfaturada, que, enfim, só se consumou por ordem da Justiça arbitral americana. Por que só agora o escândalo em horário nobre da (sempre ela) Globo? Por que não se esclarece com a ênfase devida que tudo aconteceu muito antes do governo Dilma?

Atenção, Eduardo Campos e Aécio Neves, saiam dessa armadilha. Ela comerá seus corações e fígados como comeu os de Fernando Henrique Cardoso e os de Lula.

Ou... chega de intermediários! Eduardo Cunha para presidente!

Ipea admite erro em pesquisa sobre violência contra a mulher

Segundo o instituto, 26% dos brasileiros acham que mulheres que exibem o corpo merecem ser estupradas e não 65%, como divulgado anteriormente

por Redação — publicado 04/04/2014 16:39, última modificação 05/04/2014 07:05


A jornalista Nana Queiroz lançou a campanha ‘Eu não mereço ser estuprada’ nas redes sociais após a divulgação da pesquisa

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicou nesta sexta-feira 4 um pedido de desculpas no qual admite erros na pesquisa sobre violência contra a mulher divulgada no fim de março e que gerou grandes debates no País, envolvendo até mesmo a presidenta da República, Dilma Rousseff. Segundo o Ipea, Rafael Guerreiro Osorio, diretor de Estudos e Políticas Sociais do instituto e um dos autores do estudo, pediu sua exoneração assim que o erro foi detectado.

Os dados originais da pesquisa continham dois erros, provocados, segundo o instituto, por uma troca de gráficos em duas das perguntas. As imagens com as porcentagens de respostas estavam invertidas. Uma das perguntas questionava o entrevistado sobre sua concordância com a frase: Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar. A outra era a frase que gerou mais polêmica: Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas.

Como os resultados estavam invertidos, na verdade 65% das pessoas concordam com a primeira afirmação, a de que mulheres agredidas que permanecem com os parceiros gostam de apanhar. A porcentagem de pessoas que concorda com a afirmação de que mulheres que usam roupas reveladoras merecem ser atacadas é de 26% e não de 65% como divulgado anteriormente.

Confira a íntegra da nota oficial do Ipea:

Errata da pesquisa “Tolerância social à violência contra as mulheres”

Vimos a público pedir desculpas e corrigir dois erros nos resultados de nossa pesquisa Tolerância social à violência contra as mulheres, divulgada em 27/03/2014. O erro relevante foi causado pela troca dos gráficos relativos aos percentuais das respostas às frases Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar e Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas. Entre os 3.810 entrevistados, os percentuais corretos destas duas questões são os seguintes:

Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar (Em %)



Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas
(Em %)



Corrigida a troca, constata-se que a concordância parcial ou total foi bem maior com a primeira frase (65%) e bem menor com a segunda (26%). Com a inversão de resultados entre as duas questões, relatamos equivocadamente, na semana passada, resultados extremos para a concordância com a segunda frase, que, justamente por seu valor inesperado, recebeu maior destaque nos meios de comunicação e motivou amplas manifestações e debates na sociedade ao longo dos últimos dias.

O outro par de questões cujos resultados foram invertidos refere-se a frases de sentido mais próximo, com percentuais de concordância mais semelhantes e que não geraram tanta surpresa, nem tiveram a mesma repercussão. Desfeita a troca, os resultados corretos são os que seguem. Apresentados à frase O que acontece com o casal em casa não interessa aos outros, 13,1% dos entrevistados discordaram totalmente, 5,9% discordaram parcialmente, 1,9% ficou neutro (não concordou nem discordou), 31,5% concordaram parcialmente e 47,2% concordaram totalmente. Diante da sentença Em briga de marido e mulher, não se mete a colher, 11,1% discordaram totalmente, 5,3% discordaram parcialmente, 1,4% ficaram neutros, 23,5% concordaram parcialmente e 58,4% concordaram totalmente.

A correção da inversão dos números entre duas das 41 questões da pesquisa enfatizadas acima reduz a dimensão do problema anteriormente diagnosticado no item que mais despertou a atenção da opinião pública. Contudo, os demais resultados se mantêm, como a concordância de 58,5% dos entrevistados com a ideia de que se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros. As conclusões gerais da pesquisa continuam válidas, ensejando o aprofundamento das reflexões e debates da sociedade sobre seus preconceitos. Pedimos desculpas novamente pelos transtornos causados e registramos nossa solidariedade a todos os que se sensibilizaram contra a violência e o preconceito e em defesa da liberdade e da segurança das mulheres.

Rafael Guerreiro Osorio* e Natália Fontoura
Pesquisadores da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc/Ipea) e autores do estudo

* O diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea pediu sua exoneração assim que o erro foi detectado.

Quem sou eu

Minha foto
Nascido em Nilópolis, graduação em história pela UFMT, pai do Pablo Henrique e da Paola Bianca. Presidente do Comitê Municipal PCdoB-VG. Membro do Comissão Política Estadual. Membro da Comissão de Controle do Secretariado Estadual do PCdoB-MT. Empregado da ECT-Empresa de Correios e Telégrafos.