PABLO RODRIGO
Na mesma semana em que o governador Silval Barbosa (PMDB) anunciará se permanece no governo ou sai para disputar o Senado Federal, o juiz federal Julier Sebastião da Silva também pretende definir o seu político. Com a certeza de que irá deixar a magistratura, mas com receio de ingressar no PT devido ao racha interno da legenda, o magistrado se reúne agora às 11 horas com a cúpula estadual do PCdoB, que pretende levar o seu nome junto à direção nacional amanhã em Brasília, onde os comunistas estarão em reunião nacional para tratar do processo eleitoral nos Estados.
Julier já iniciou o processo de pedido de exoneração na Justiça Federal. Todos os documentos necessários
já estão sendo anexados ao pedido que deverá ser protocolado nos próximos dias.
Nas últimas semanas, o magistrado tem reavaliado a sua decisão de ingressar ao PT. Os argumentos de Julier, que externou a pessoas próximas, é receio de disputar uma eleição pelo PT, enfrentando ‘fogo amigo’ dentro do próprio partido, como ocorreu em 2010, quando o candidato ao senado Carlos Abicalil (PT), enfrentou uma ala petista comandada pela ex-petista Serys Marli, que fez campanha para o outro candidato ao senado, Pedro Taques (PDT), que acabou sendo vitorioso nas urnas.
Nesta situação atual, Julier teme que os militantes que vem defendendo o nome do ex-vereador Lúdio Cabral (PT), como candidato da sigla, possam fazer uma ‘contra-campanha’, caso Julier saia candidato pelo PT.
Diante do impasse e com o prazo se esgotando para a sua desincompatibilização, Julier vem se aproximando cada vez mais dos comunistas, além de manter diálogo com outras legendas, como PR e o PMDB.
Na reunião desta manhã (10), Julier poderá solicitar que o seu nome seja avaliado e defendido pela direção nacional do PCdoB junto à cúpula de campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) e que deverá ser vista com bons olhos pela presidente, já que uma decisão agora poderia por fim a crise interna do PT no estado.
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Nesta situação atual, Julier teme que os militantes que vem defendendo o nome do ex-vereador Lúdio Cabral (PT), como candidato da sigla, possam fazer uma ‘contra-campanha’, caso Julier saia candidato pelo PT.
Diante do impasse e com o prazo se esgotando para a sua desincompatibilização, Julier vem se aproximando cada vez mais dos comunistas, além de manter diálogo com outras legendas, como PR e o PMDB.
Na reunião desta manhã (10), Julier poderá solicitar que o seu nome seja avaliado e defendido pela direção nacional do PCdoB junto à cúpula de campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) e que deverá ser vista com bons olhos pela presidente, já que uma decisão agora poderia por fim a crise interna do PT no estado.

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