O argumento mais consistente dos que defendem o “Silval fica” é de que isso permitiria que ele pudesse entregar as Obras da Copa e as ações do programa Mato Grosso Integrado, entre outros
MIRANDA MUNIZ
Com a aproximação dos prazo para a chamada desincompatibilização, condição que permite ocupantes de cargos públicos disputarem novos pleitos, aumentam as pressões no sentido de se ter uma decisão do governador Silval Barbosa sobre seu futuro político: continuar no mandato, até o final de 2014, ou renunciá-lo, até a data de 5 de abril, e disputar o Senado.
Muita tinta já foi gasta em especulações sobre esse dilema. Capas de jornais, artigos, análises de “cientistas” políticos e muito mais já foram produzidos.
Um camarada meu, jornalista em franca ascensão, aposta que “Silval fica”, convicção também externada, em recente artigo, pela brilhante jornalista Marisa Batalha.
Eu, particularmente, se minha anti-religião permitisse, apostaria no “Silval sai”. Entretanto, nesse artigo me reservo no direito de não fazer exercício de futurologia, até porque nunca foi apresentado a uma Bola de Cristal.
O que eu posso afirmar, com convicção, é que o nome do Governador para a disputa ao Senado seria a candidatura mais forte, entre os diversos nomes que poderia ser lançado pelo arco de alianças que dão sustentação à Presidenta Dilma. Na última reunião desse grupo, presenciei a fala de todos afirmando “que se o Silval decidir sair, será o candidato com o apoio de todos”. Pensamento idêntico que tenho em relação à candidatura do senador Blairo Maggi, ao governo. Afinal, são essas duas lideranças políticas que representam diretamente os governos das últimas três administrações. Portanto, nada melhor ter os próprios governantes (um ex) defendendo seus próprios governos.
O argumento mais consistente dos que defendem o “Silval fica” é de que isso permitiria que ele pudesse entregar as Obras da Copa e as ações do programa Mato Grosso Integrado, entre outros.
Cá entre nós, esse é um argumento bastante “chifrim”. Afinal, independentemente do atual Governador “inaugurar” as obras, o que ficará no imaginário do eleitorado é que as obras e as ações são do Governador Silval Barbosa. Ainda mais que, desincompatibilizando-se, o Governo será entre a um aliado e parceiro – o vice-governador Chico Daltro e não para um adversário político. Certamente, em todas as inaugurações o Vice deverá ressaltar o papel do Silval. Fisicamente ele estará ausente (por força da legislação eleitoral), mais certamente será o nome mais falado durante esses eventos.
Além disso, uma boa e inteligente propaganda eleitoral facilmente vincularia essas obras com a figura do (ex)governador. Afinal, o que a lei eleitoral não permite é somente a presença física de candidatos em inaugurações.
Um segundo argumento diz respeito a um suposto “desgaste” do Governador. Isso realmente é um fato. Entretanto, mesmo com todo esse desgaste, pesquisas de intenções de votos apontam o Governador com índices expressivos de apoio, mesmo ainda negando que tenha interesse em disputar a eleição. Além disso, as eleições só ocorreram daqui a 7 meses, tempo suficiente para a conclusão da grande maioria das obras e implementação de ações administrativas em curso, o que deverá apontar outra situação.
Por outro lado, quem seria o grande adversário para o Silval? Pelo que tudo indica, a aliança “Torre de Babel”, liderada pelo ético senador Pedro Taques, já definiu que será o senador Jayme Campos, uma figura inexpressiva no Senado e em plena decadência política que, nas últimas duas eleições, não conseguiu emplacar nem seus candidatos a prefeito em seu “reduto” eleitoral, a sua cidade de Várzea Grande, onde teve que amargar as derrotas de seu irmão (Júlio Campos) e de sua esposa (Lucymar Campos). E o discurso da "ética e da moral", principal bandeira do senador Taques, "casaria" com a campanha do "Campos", o qual responde por diversos processos por improbidade administrativas e outras coisitas más?
Por fim, caso o senador Blairo for candidato ao governo, aí sim, a eleição do Silval para o Senado será uma “grande barbada” ou “mamão com açúcar”, no linguajar cuiabano. Sem dizer que o Silval tem uma disposição incomum para enfrentar o embate eleitoral, basta lembrar que na última, em sua reeleição, iniciou com pouco mais de 3% dos votos e, no final, liquidou a fatura ainda no primeiro turno.
*MIRANDA MUNIZ é agrônomo, bacharel em direito, oficial de justiça-avaliador federal e secretário sindical do PCdoB-MT
MIRANDA MUNIZ
Com a aproximação dos prazo para a chamada desincompatibilização, condição que permite ocupantes de cargos públicos disputarem novos pleitos, aumentam as pressões no sentido de se ter uma decisão do governador Silval Barbosa sobre seu futuro político: continuar no mandato, até o final de 2014, ou renunciá-lo, até a data de 5 de abril, e disputar o Senado.
Muita tinta já foi gasta em especulações sobre esse dilema. Capas de jornais, artigos, análises de “cientistas” políticos e muito mais já foram produzidos.
Um camarada meu, jornalista em franca ascensão, aposta que “Silval fica”, convicção também externada, em recente artigo, pela brilhante jornalista Marisa Batalha.
Eu, particularmente, se minha anti-religião permitisse, apostaria no “Silval sai”. Entretanto, nesse artigo me reservo no direito de não fazer exercício de futurologia, até porque nunca foi apresentado a uma Bola de Cristal.
O que eu posso afirmar, com convicção, é que o nome do Governador para a disputa ao Senado seria a candidatura mais forte, entre os diversos nomes que poderia ser lançado pelo arco de alianças que dão sustentação à Presidenta Dilma. Na última reunião desse grupo, presenciei a fala de todos afirmando “que se o Silval decidir sair, será o candidato com o apoio de todos”. Pensamento idêntico que tenho em relação à candidatura do senador Blairo Maggi, ao governo. Afinal, são essas duas lideranças políticas que representam diretamente os governos das últimas três administrações. Portanto, nada melhor ter os próprios governantes (um ex) defendendo seus próprios governos.
O argumento mais consistente dos que defendem o “Silval fica” é de que isso permitiria que ele pudesse entregar as Obras da Copa e as ações do programa Mato Grosso Integrado, entre outros.
Cá entre nós, esse é um argumento bastante “chifrim”. Afinal, independentemente do atual Governador “inaugurar” as obras, o que ficará no imaginário do eleitorado é que as obras e as ações são do Governador Silval Barbosa. Ainda mais que, desincompatibilizando-se, o Governo será entre a um aliado e parceiro – o vice-governador Chico Daltro e não para um adversário político. Certamente, em todas as inaugurações o Vice deverá ressaltar o papel do Silval. Fisicamente ele estará ausente (por força da legislação eleitoral), mais certamente será o nome mais falado durante esses eventos.
Além disso, uma boa e inteligente propaganda eleitoral facilmente vincularia essas obras com a figura do (ex)governador. Afinal, o que a lei eleitoral não permite é somente a presença física de candidatos em inaugurações.
Um segundo argumento diz respeito a um suposto “desgaste” do Governador. Isso realmente é um fato. Entretanto, mesmo com todo esse desgaste, pesquisas de intenções de votos apontam o Governador com índices expressivos de apoio, mesmo ainda negando que tenha interesse em disputar a eleição. Além disso, as eleições só ocorreram daqui a 7 meses, tempo suficiente para a conclusão da grande maioria das obras e implementação de ações administrativas em curso, o que deverá apontar outra situação.
Por outro lado, quem seria o grande adversário para o Silval? Pelo que tudo indica, a aliança “Torre de Babel”, liderada pelo ético senador Pedro Taques, já definiu que será o senador Jayme Campos, uma figura inexpressiva no Senado e em plena decadência política que, nas últimas duas eleições, não conseguiu emplacar nem seus candidatos a prefeito em seu “reduto” eleitoral, a sua cidade de Várzea Grande, onde teve que amargar as derrotas de seu irmão (Júlio Campos) e de sua esposa (Lucymar Campos). E o discurso da "ética e da moral", principal bandeira do senador Taques, "casaria" com a campanha do "Campos", o qual responde por diversos processos por improbidade administrativas e outras coisitas más?
Por fim, caso o senador Blairo for candidato ao governo, aí sim, a eleição do Silval para o Senado será uma “grande barbada” ou “mamão com açúcar”, no linguajar cuiabano. Sem dizer que o Silval tem uma disposição incomum para enfrentar o embate eleitoral, basta lembrar que na última, em sua reeleição, iniciou com pouco mais de 3% dos votos e, no final, liquidou a fatura ainda no primeiro turno.
*MIRANDA MUNIZ é agrônomo, bacharel em direito, oficial de justiça-avaliador federal e secretário sindical do PCdoB-MT

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